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Coreia, Japão e França têm mais interesse no TAV

O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, afirmou ontem que as empresas que aparentemente estão mais envolvidas na concorrência do Trem de Alta Velocidade (TAV) são a coreana, a francesa e a japonesa.

Silvana Mautone, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

O consórcio coreano inclui inúmeras empresas, entre elas braços da Samsung e da LG. Já o grupo japonês é liderado pela Mitsui. Na França, a Alstom é a empresa detentora da tecnologia para trens de alta velocidade.

Segundo Figueiredo, os governos desses países já anunciaram também que ajudarão no financiamento da obra caso a tecnologia local seja a vencedora. "O Japão já pôs a disposição financiamento de US$ 10 bilhões. A Coreia tem um mecanismo parecido. Tive a possibilidade também de discutir com o governo francês e eles estão dispostos a ajudar no financiamento caso a tecnologia francesa for a escolhida."

Bernardo destacou que o projeto brasileiro é atraente para essas empresas porque há planos de estender o TAV para outras regiões do Brasil. "Há ligações previstas entre São Paulo e Curitiba, São Paulo e o Triângulo Mineiro e São Paulo e Belo Horizonte", disse. Segundo ele, a tecnologia vencedora do leilão provavelmente será também a usada em outros projetos de trem de velocidade na América Latina.

O leilão do TAV, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, está marcado para 29 de julho, sendo 11 de julho a data limite para a entrega das propostas. Inicialmente, o leilão seria 16 de dezembro do ano passado, mas foi adiado pela ANTT para 29 de abril, sendo que no inicio de abril a data foi novamente postergada. O projeto é estimado pelo governo em cerca de R$ 35 bilhões, mas alguns integrantes do setor privado calculam que o valor deve superar R$ 50 bilhões.

Figueiredo disse ainda que está sendo estudada a possibilidade de flexibilizar a localização da estação do TAV na cidade de São Paulo. Pelo projeto original, a estação seria no Campo de Marte, na zona norte, mas a prefeitura da capital defende que seja na Barra Funda, na região central.

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