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Coreia vai impor taxa a capitais especulativos

Receio de valorização da moeda local leva governo a cobrar imposto sobre dívidas em outras moedas depositadas em bancos fora do país

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

A Coreia do Sul planeja aplicar um imposto sobre a dívida em moeda estrangeira não depositada nas mãos de bancos nacionais e estrangeiros no país com o objetivo de se defender contra possíveis entradas de capital que ameacem a economia do país, informaram ontem autoridades financeiras locais.

Como outros países em desenvolvimento, a Coreia do Sul procura controlar o movimento do capital especulativo estrangeiro, que aumenta o valor de suas moedas e desestabiliza seus mercados.

Investidores estrangeiros estão atrás de ganhos maiores por parte de economias em desenvolvimento por causa de baixas taxas de juros aplicadas atualmente em países desenvolvidos como Estados Unidos e Japão.

Bônus. Uma preocupação em especial das nações em desenvolvimento é o plano do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de adquirir US$ 600 bilhões em bônus governamentais, o que representaria um incremento na liquidez global e atingiria os seus mercados.

"Um aumento na entrada de capital poderia gerar inflação e bolhas nos preços dos ativos, enquanto uma mudança súbita de direção nos fluxos financeiros poderia resultar em um risco sistêmico", afirma comunicado divulgado pelo Ministério de Estratégia e Finanças da Coreia.

O tamanho do imposto ainda está para ser definido, embora deva ser aplicado a "passivos em divisa estrangeira não depositados" em bancos nacionais e nas filiais de bancos estrangeiros na Coreia do Sul, de acordo com o comunicado. O imposto sobre a dívida a curto prazo, visto como de maior risco, será mais elevado. As autoridades locais declararam que o imposto será aplicado inicialmente aos bancos, mas poderá se estender para todas as instituições financeiras existentes, se necessário. Está previsto que entrará em vigor no segundo semestre de 2011.

O governo da Coreia do Sul também vai reforçar medidas punitivas sobre fluxos estrangeiros. Bancos locais mantiveram US$ 168,9 bilhões em dívidas não depositadas em moeda estrangeira até outubro passado, e filiais de bancos estrangeiros US$ 104,6 bilhões.

O presidente do banco central coreano, Kim Choong Soo, declarou em 13 de dezembro que a nação precisa usar "medidas macro prudenciais" para reduzir a volatilidade do won. "Flutuações bruscas são um obstáculo para a estabilidade dos mercados."

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