EFE/EPA/YONHAP
EFE/EPA/YONHAP

-15%

E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Coronavírus: Bolsas da Ásia encerram dia em baixa; perdas se aproximam de 20% neste ano

Mercados internacionais têm negociações reduzidas nesta segunda, por conta do feriado de páscoa; na Europa, não há pregão

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2020 | 06h32

As Bolsas da Ásia fecharam as negociações desta segunda-feira, 13, em baixa, influenciadas pelos persistentes temores gerados pelo avanço da pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19, e seu impacto na economia global. A Europa não tem negociações nesta segunda por conta do feriado da segunda-feira de Páscoa

Desde o final de fevereiro deste ano, as incertezas provocadas pela rápida disseminação da doença têm aumentado, derrubando índices dos mercados financeiros ao redor do mundo. Por conta do desconhecimento em relação à abrangência das consequências da pandemia nas economia mundiais, investidores refletem os temores nos índices internacionais, incluindo no Brasil, derrubando as principais cestas de ações ao redor do mundo. 

Para se ter uma ideia do impacto do vírus nos mercados asiáticos, em alguns locais do oriente, a desvalorização dos mercados se aproxima de 20% em 2020, como são os casos de Japão, com recuo expressivo de 19,50%, com o índice Nikkei, e da Coreia do Sul, com queda de 16,92% somente neste ano, no Kospi. Os índices negativos seguem e, em Taiwan, já atinge (-15,82%), em Hong Kong, (-13,80%), e, na China, país em que o surto teve origem, (-8,76%). 

Índices asiáticos 

Na China continental, o índice Xangai composto recuou 0,49%, a 2.783,05 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,80%, a 1.707,46 pontos. A semana vai trazer uma série de indicadores chineses relevantes, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e a produção industrial e a balança comercial de março, que mostrarão o tamanho do estrago que o coronavírus fez na segunda maior economia do mundo. 

Segundo o Ministério de Comércio da China, porém, tanto as exportações quanto as importações deram sinais de melhora em março, uma vez que o governo teve progressos no combate ao coronavírus e se esforçou para reiniciar a atividade econômica.

O coronavírus, que teve origem na cidade chinesa de Wuhan, já infectou mais de 1,8 milhão de pessoas mundialmente, causando mais de 112 mil mortes. Na semana passada, surgiram evidências de que a pandemia poderia estar se aproximando do pico nos Estados Unidos e na Europa.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve queda de 2,33% em Tóquio, a 19.043,40 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,88% em Seul, a 1.825,76 pontos, e o Taiex registrou baixa de 0,57% em Taiwan, a 10.099,22 pontos. Na Coreia do Sul, o setor automotivo foi destaque negativo após relatos de que a Kia Motors (-4,8%) está considerando interromper a produção em algumas fábricas locais por causa de vendas fracas. Não houve negócios hoje em Hong Kong e na bolsa australiana, a principal da Oceania, em função do feriado da segunda-feira de Páscoa.

Investidores da região asiática também digerem um histórico acordo da Opep+ - grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez aliados, incluindo a Rússia - que prevê um corte adicional de 9,7 milhões de barris por dia (bpd) em sua produção até o fim de junho, num momento em que o coronavírus prejudica fortemente a demanda pela commodity. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.