Aly Song/Reuters
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Coronavírus: Mercados de Ásia e Europa despencam em meio às incertezas da pandemia

Bolsas mantêm efeito 'sobe e desce' no mundo inteiro, enquanto a pandemia da covid-19 continua a avançar pelos países

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2020 | 06h51

As Bolsas de Ásia, que já encerraram as negpciações na manhã desta segunda-feira, 30, e de Europa, que iniciaram os pregões nas primeiras horas do dia, despencam seus principais índices, em meio às incertezas provocadas pelo avanço do novo coronavírus pelo mundo, causador da covid-19

A pandemia, que registrou os primeiros casos em larga escala na China, em Wuhan, vem avançando pelos continentes. O país, atualmente, com maior número de infectados são os Estados Unidos, em que o presidente Donald Trump já estendeu o prazo de isolamento social até o dia 30 de abril. Essa decisão, inclusive, fez com que as perdas na região asiática fossem acentuadas no decorrer da madrugada. A Bolsa japonesa, por exemplo, caiu mais de 4% na primeira metade do pregão.

Antes da nova quda desta segunda, na semana passada, acordos e aprovações sobre o maior pacote de estímulos da história americana, de US$ 2 trilhões, fizeram com que os mercados sentissem um certo respiro. Os índices de cada país estavam recuperando as perdas que vêm sendo acumuladas ao longo deste ano, desde o início da pandemia. 

De acordo com dados mais recentes da Universidade Johns Hopkins, cerca de 720 mil pessoas já foram infectadas pela doença e quase 34 mil morreram ao redor do mundo. Como os impactos totais da pandemia não são conhecidos ainda, os investidores sentem um temor de que o cenário econômico mundial possa piorar ainda mais, o que eleva a volatilidade das Bolsas.

Mercados internacionais

Os índices lá fora têm queda generalizada. Na Ásia, onde as Bolsas já fecharam, a maior queda foi no Japão (-1,57%), seguida de Hong Kong (-1,32) e China (-0,90%). Taiwan e Coreia do Sul tiveram recuos menos expressivos, com (-0,72%) e (-0,04), respectivamente. Na parte oriental do mundo, apenas a Austrália, na Oceania, teve alta, com crescimento expressivo de 6,56%. 

Na Europa, o caminho nesta manhã é o mesmo. Às 4h15, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 1,31%, a de Frankfurt recuava 0,58% e a de Paris se desvalorizava 1,38%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 1,43%, 1,53% e 0,91%, respectivamente. 

Novos estímulos econômicos 

O governo da Austrália anunciou nesta segunda-feira estímulos econômicos adicionais de 130 bilhões de dólares australianos (US$ 80,09 bilhões), na forma de subsídios salariais, para manter trabalhadores empregados durante a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

A intenção do governo australiano é preservar os empregos de cerca de seis milhões de trabalhadores. Com a última iniciativa, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, disse que os estímulos totais do governo para combater os efeitos do coronavírus chegam a 320 bilhões de dólares australianos, o equivalente a 16,4% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Em mais uma tentativa de reanimar a economia da China, onde o coronavírus teve origem, o PBoC reduziu a taxa de juros de operações de recompras (repo) reversas com prazo de sete dias, de 2,4% para 2,2%, ao fazer uma injeção de liquidez de 50 bilhões de yuans (US$ 7,05 bilhões) no sistema financeiro. O último corte dessa taxa havia ocorrido em 3 de fevereiro. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 

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