Corpo de subsecretário argentino é velado

O subsecretário de Comércio Exterior da Argentina, Ivan Heyn, encontrado morto em um quarto do hotel em Montevidéu, em um aparente caso de suicídio, foi velado ontem em Buenos Aires.

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2011 | 03h06

A morte de Heyn, ocorrida durante a cúpula de presidentes do Mercosul na capital uruguaia, causou grande impacto no governo, já que o jovem, de 34 anos, despontava como o economista estrela do kirchnerismo. Além disso, era amigo pessoal do filho da presidente Cristina Kirchner, Máximo, que possui grande influência no governo.

Os analistas consideravam Heyn um potencial futuro ministro da Economia, graças a seu jogo de cintura, que lhe possibilitava relações fluidas com o empresariado e com a ala radical do kirchnerismo. "Quando me comunicaram sua partida, senti que ficava sem ar", disse Cristina, durante discurso em rede nacional de TV. "Ele tinha a idade de meu filho, 34 anos." Heyn ocupava havia 10 dias o cargo de subsecretário de comércio exterior.

O economista não deixou cartas com explicações sobre os motivos que o levaram ao provável suicídio. A polícia uruguaia indicou que o corpo "não exibia sinais de violência". Além disso, descartam, a princípio, um assassinato, já que as gravações das câmeras não mostravam pessoa alguma entrando em seu quarto. /ARIEL PALÁCIOS, CORRESPONDENTE

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