Correção: Abit diz que câmbio anula defesa dos têxteis

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, não é ex-ministro. Segue o texto corrigido:

WLADIMIR D'ANDRADE E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

24 de julho de 2012 | 18h40

O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, disse na terça-feira que as taxas de câmbio adotadas por países concorrentes do Brasil anulam as barreiras de defesa comercial autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com ele, como consequência, cada vez mais a indústria nacional perde mercado para as empresas internacionais. O diretor citou que o setor, que mesmo sendo a quinta maior indústria têxtil do mundo, não consegue se manter competitivo frente aos produtos importados.

"Estamos vendo uma destruição das barreiras de defesa comercial legítimas", afirmou, durante palestra no seminário "Os Impactos do Câmbio sobre o Comércio Internacional", na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Neste cenário, o dirigente elogiou a postura do Brasil em levar a questão do câmbio para discussão na OMC.

Nível do câmbio

Pimentel citou que a balança comercial do setor teve o último superávit registrado em 2005. Em 2011, houve déficit de US$ 4,7 bilhões e a previsão para 2012 é de déficit de US$ 5,6 bilhões. O dirigente disse que a taxa de R$ 2/dólar para o câmbio hoje ainda não é confortável. Para isso, afirmou, ela teria que chegar a um patamar entre R$ 2,60 e R$ 2,70. "A taxa atual não é confortável, e, sim, melhor que o R$ 1,60 verificado há meses atrás."

Pimentel disse que os benefícios fiscais concedidos no Plano Brasil Maior para a indústria nacional - entre eles a desoneração da folha de pagamentos em troca de um porcentual de 1% a 2% sobre o faturamento - estão na direção certa, mas são insuficientes para compensar a perda de competitividade dos empresários brasileiros por conta de câmbio, infraestrutura precária e alta carga tributária. "Foi uma medida importante, mas a encrenca é maior que isso", disse.

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