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Correção automática explica resistência da inflação

Cenário: Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h09

O espaço para a queda de juros está cada vez mais estreito. Além de combater a pressão da inflação em 2013, o Banco Central tem de lidar com a indexação da economia, que faz com que muitos preços tenham reajustes quase que automáticos. Para piorar, os preços dos serviços resistem a cair e os salários continuam em alta.

Essas dificuldades reforçam as avaliações de que a taxa básica de juros ficará estável, ficando ligeiramente acima do mínimo histórico de 8,75%. A principal batalha do BC é a de conseguir evitar o risco de alta da Selic no ano que vem - probabilidade dada como certa pela maioria dos analistas - e ao mesmo tempo garantir as condições para avanços mais significativos na desindexação.

Não foi à toa que o BC, de forma mais contundente do que a usual, incluiu no relatório trimestral de inflação uma crítica ácida aos mecanismos de indexação de preços da economia, que estariam promovendo resistências "importantes" à queda da inflação no Brasil. O BC alertou que mecanismos de indexação, mesmo que informais, reduzem a sensibilidade da inflação às flutuações da demanda. Para o BC, a indexação contribui para elevar o "ponto de partida" da taxa de inflação nos períodos de moderação da economia e, dessa forma, potencializa os riscos.

A mensagem do BC é clara: enquanto a indexação não for atacada de frente, o Brasil vai conviver com inflação elevada em relação às taxas dos países avançados. A projeção de 5,1% de inflação no primeiro trimestre de 2014, divulgada no relatório de inflação, é uma prova disso. Até que as estimativas sejam alteradas, a presidente Dilma estará, até o fim de seu governo, lidando com uma inflação acima do centro da meta de 4,5%.

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