Correção: CCR segue interessada no trem-bala

Ao contrário do que diz nota enviada hoje, a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) negou que já teria desistido da licitação do Trem de Alta Velocidade (TAV). Apesar de elencar uma série de dificuldades referentes a essa licitação, a empresa diz que o projeto continua lhe interessando. A seguir, segue a íntegra do texto, corrigido:

MICHELLY CHAVES TEIXEIRA, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 13h32

Apesar de destacar a complexidade, os riscos e o elevado custo da construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) diz que, no momento, o projeto continua lhe interessando. Qualquer decisão sobre sua participação nesta concorrência, conforme a empresa, depende das regras previstas no edital, ainda não publicado, e de eventuais negociações com parceiros.

Segundo a CCR, se optar por participar da licitação, a empresa certamente não o fará sozinha em virtude do porte do projeto, que requer investimentos de aproximadamente R$ 34,6 bilhões.

Ainda que tenha negado sua desistência, a empresa apontou, em conversa com jornalistas durante reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais de São

Paulo (Apimec-SP), as dificuldades e complexidades do projeto do TAV. O diretor-financeiro e de Relações com Investidores da concessionária, Arthur Piotto Filho, frisou que ainda "é incerto o papel da operadora" dessa malha, cuja função inicial é ligar as cidades de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Por não haver definição sobre este papel, ele diz que não saberia precisar de que forma o projeto agregaria valor aos negócios da companhia.

Piotto também observou que a concessão do trem-bala embute riscos consideráveis por transferir ao concessionário a responsabilidade das despesas com licenças ambientais e com desapropriações. Sobre o Trem Expresso Aeroporto, outro projeto de mobilidade urbana que estava no radar da CCR, Piotto acha que não deve ser concretizado se o TAV for construído, já que há sobreposição da malha. "Isso seria inviável", disse.

Por outro lado, a CCR está atenta a projetos referentes à operação de metrôs. "Temos cinco ou seis projetos sendo avaliados em capitais que estão investindo em infraestrutura metroviária, como Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Curitiba e Rio de Janeiro", destacou. Em São Paulo, a empresa começa em breve a administrar a ViaQuatro, voltada para o setor metroviário.

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