Correção: crédito ao consumidor recupera qualidade

O texto enviado anteriormente tem uma incorreção no último parágrafo. A frase correta é "No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador, 93,6, seguida pela de renda de R$ 5 mil a R$ 10 mil (92,4)." Segue a versão corrigida.

AE, Agencia Estado

18 Janeiro 2010 | 13h01

A qualidade de crédito do consumidor foi retomada nos últimos três meses de 2009 no País, com diminuição da inadimplência, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor. O índice assinalou aumento de 0,5% no período, alcançando o valor de 78,6. Segundo a Serasa, empresa de serviços de informações para apoio na tomada de decisões empresariais, a evolução do número está estreitamente relacionada à queda na inadimplência do consumidor, especificamente ao longo do segundo semestre do ano passado.

Com o resultado, o indicador reverteu um declínio de dois trimestres seguidos (segundo e terceiro de 2009) - o nível de 78,2 constatado no terceiro trimestre do ano passado foi o menor de toda a série histórica, que começou em 2007. O indicador determina, numa linha graduada de zero a 100, as condições do crédito. Quanto maior, melhor a qualidade, portanto, menor a possibilidade de descumprimento caso este consumidor venha a pedir empréstimo.

De fato, após anotar porcentagens anuais de crescimento ao redor de 10% durante o primeiro semestre de 2009, a inadimplência das pessoas físicas, verificada pelo Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, reduziu a velocidade para um aumento anual de 6% no terceiro trimestre de 2009 e, no último trimestre, apontou queda de 2,6% ante os últimos três meses de 2008.

No exame por região, distingue-se que o Sul do País está acima da média nacional, com a melhor marca, 83,8, seguida pelo Sudeste, com 78,6, empatado com a média nacional. Já a região Norte teve a pior qualidade de crédito, marcando 74,6. O Centro-Oeste (76,4) e o Nordeste (77,6) ficaram abaixo da média nacional.

Por faixa de renda, a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que tem o menor índice de qualidade de crédito (73,1). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador, 93,6, seguida pela de renda de R$ 5 mil a R$ 10 mil (92,4). Dessa forma, a qualidade de crédito do consumidor tende a ser positivamente correlacionada com a renda.

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