Correção: governo atinge 94% da meta de economia

A nota enviada anteriormente continha uma incorreção. A meta cheia de superávit do ano é de R$ 127,8 bilhões - e não de R$ 127,8 milhões. Segue a versão corrigida:

RENATA VERÍSSIMO E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

23 de novembro de 2011 | 13h52

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que, com o resultado do governo central, divulgado hoje pelo Tesouro Nacional, o governo já atingiu 94% da meta cheia de superávit do ano, de R$ 127,8 bilhões. "Portanto, vamos cumprir o fiscal de acordo com o compromisso do governo. Isso vai continuar nos próximos anos", afirmou, durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

O ministro aproveitou a presença na Casa para parabenizar a Câmara pela aprovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU). "É importante para alocar melhor os recursos da União", destacou. Ele lembrou que o tema segue agora para o Senado.

Mantega salientou também a importância de redução dos gastos de custeio do governo, o que abriria espaço para a queda do juro no Brasil. Ele disse ainda que o País tem tomado medidas de defesa comercial. "Temos todos os tipos de produtos querendo entrar no Brasil."

Taxas de crédito

O ministro da Fazenda afirmou que o custo do crédito ao consumidor no Brasil é muito alto. Segundo ele, esta é uma tarefa que o governo ainda precisa cumprir. "Vamos trabalhar para a redução das taxas de crédito. Dessa maneira teremos novo impulso para o mercado interno", disse. No entanto, Mantega lembrou que os juros já estão caindo no Brasil. Ele afirmou que o início do ciclo de redução das taxas de juros pelo Banco Central é um dos fatores que ajudará na recuperação da economia.

Na avaliação de Mantega, o câmbio está num patamar razoável, o que torna os produtos nacionais mais competitivos. Mantega destacou também as medidas anunciadas para melhorar a competitividade da indústria.

Ele terminou sua apresentação reiterando que o governo vai continuar tomando as medidas necessárias para enfrentar a crise mundial. "Estamos preparados para enfrentar a crise", afirmou.

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