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Correção: inflação em 2013 depende de combustíveis

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. O teto da meta de inflação do governo é de 6,5% e não 6%. Segue matéria corrigida.

IDIANA TOMAZELLI, Agencia Estado

20 de setembro de 2013 | 12h38

Chegar até o fim do ano com a inflação acima ou abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%, depende da decisão sobre o reajuste dos combustíveis, afirma o economista e decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha. "Se não houver reajuste de combustíveis, ou se ele for muito baixo, em torno de 5%, (a inflação) certamente fecha o ano abaixo de 6,0%". A outra hipótese é se o governo optar por um reajuste um pouco maior, "para de fato poder compensar a perda com o câmbio".

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 20, que o IPCA-15 ficou em 0,27% em setembro, ante 0,16% em agosto, acumulando altas de 3,97% no ano e de 5,93% em 12 meses.

Para Cunha, o momento significa uma oportunidade para o governo de se preparar para o ano que vem, quando dificilmente será possível repetir a baixa variação nos preços administrados.

O economista ainda destaca que o IPCA-15 deste mês ainda carrega poucos efeitos da desvalorização do real. "A característica deste IPCA é a muito pouca pressão por parte do câmbio". Ele destaca os derivados de trigo como as principais altas motivadas pelo avanço do dólar.

O setor de serviços deve ter melhoras nos resultados, arrefecendo as altas registradas até agora. A alimentação, apesar de ter devolvido parte das altas do início do ano, ainda deve fechar 2013 com preços elevados. Além disso, a melhora de renda e o aumento do consumo em países como China e Brasil deve seguir pressionando, ainda que de forma menos intensa.

No índice cheio, o IPCA de setembro deve ficar entre 0,30% e 0,35% na projeção de Cunha. Isso se não houver aumento de combustíveis - o que ele duvida que vá ocorrer ainda este mês. "Para setembro, o número já está praticamente dado". A taxa 12 meses deve continuar nesse patamar nos próximos meses e ao longo de 2014, destaca o economista.

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