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Correção: real valorizado dispensa reajuste da gasolina

A nota publicada anteriormente contém um erro. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou em entrevista que a "alta no preço do barril no mercado internacional não justifica um reajuste de preços no mercado interno", e não "ainda não justifica", como veiculado. Segue abaixo a nota corrigida.O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje que não vê espaço no cenário externo para uma queda no preço do barril do petróleo, que atingiu ontem o valor recorde de US$ 86 em Nova York. "A era de preços baixos, que permitiu a vida atual baseada em combustíveis fósseis, acabou", previu o executivo em palestra durante um encontro sobre bioenergia no BNDES.Para Gabrielli, esta situação não deve se reverter nem em curto ou longo prazo. "Hoje, somente 30% das reservas descobertas estão em condição de disponibilidade. A maior parte está localizada em áreas com risco geopolíticos, isso significa que guerras, invasões e demais conflitos terão cada vez mais importância para pressionar os preços, assim como a relação oferta e demanda", disse.O executivo considerou, no entanto, que a alta no preço do barril no mercado internacional não justifica um reajuste de preços no mercado interno. A Petrobras não repassa a alta do petróleo para o preço da gasolina e diesel desde de setembro de 2005. "A valorização do real compensou essa diferença nos preços", afirmou. Segundo ele, esse cenário de preço elevado do barril de petróleo deverá estimular o crescimento da procura por biocombustíveis. "Haverá uma pressão crescente da sociedade tanto em relação as condições climáticas, como por questões econômicas", disse.

KELLY LIMA, Agencia Estado

16 de outubro de 2007 | 18h28

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