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Correção: Stephanes critica atitude irresponsável

O título da matéria enviada anteriormente leva ao entendimento incorreto de que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, considera irresponsáveis seus críticos. Na realidade, Stephanes considera irresponsável a atitude de parlamentares que querem ingressar com ações na Justiça contra a União e contra o Ministério da Agricultura. Leia a seguir a íntegra na notícia:Brasília, 25 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que nenhum pecuarista questionou, até o momento, a lista de fazendas aptas à exportação de carne bovina para a União Européia (UE), que foi encaminhada na semana passada para Bruxelas. "Algumas pessoas, irresponsáveis, estão colocando isso em debate", disse o ministro, numa crítica direta à posição do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), que disse que os pecuaristas vão ingressar com uma séria de ações na Justiça contra a União e contra o Ministério da Agricultura, se o governo insistir em homologar a lista de fazendas.O ministro informou que os pecuaristas que aderiram ao sistema de rastreamento (Sisbov) o fizeram voluntariamente, mas que auditorias feitas nas fazendas mostraram que as regras não estavam sendo cumpridas. O ministro deu um recado para o pecuarista que ficou de fora da lista. Segundo ele, os produtores precisam se adequar às normas da rastreabilidade que foram acertadas com os europeus.Ele sinalizou que o governo brasileiro pode tentar negociar com UE normas mais flexíveis de rastreabilidade. "As exigências vão além das necessidades. Quanto a isso não há nenhuma dúvida", disse o ministro.Questionado se temia a aprovação pelo Congresso Nacional de projetos apresentados por Caiado, para suspensão das negociações entre Brasil e UE, e outro para derrubar as atuais regras do Sisbov, o ministro sinalizou que essa estratégia não deve vingar. "Não acredito muito nisso".O ministro observou também que por trás do embargo da UE há uma questão comercial. Ele aproveitou para criticar a UE e os EUA nas negociações comerciais. "A UE e os EUA não têm sido nada liberais no comércio agrícola", afirmou. Mesmo assim, o ministro defendeu a continuidade das negociações para a retomada das vendas de carne para os 27 países do bloco europeu "Não podemos fechar todas as portas, o que poderia ser compreendido como dificuldade na questão sanitárias", explicou.Stephanes comentou, ainda, que é importante reabrir as discussões com o mercado europeu e que a idéia do governo brasileiro é manter uma negociação que permita a inclusão de novas propriedades na lista de fazendas aptas à exportação. Segundo ele, seria necessário credenciar entre 4 mil e 5 mil propriedades para atender a demanda européia. A mais recente lista que foi encaminhada pelo governo brasileiro à Bruxelas contém o nome de menos de 200 fazendas.

FABÍOLA SALVADOR, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2008 | 13h20

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