Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Correios ainda parados

Greve já dura mais de uma semana e não há perspectiva de acordo

O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h09

Os Correios rejeitaram a contraproposta apresentada ontem pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect). Larry Almeida, vice-presidente de gestão de pessoas dos Correios, disse à Agência Estado que a proposta é inviável. A greve completa dez dias amanhã. "Essa proposta coloca em risco a sustentabilidade dos Correios, porque só a folha de pagamento absorveria 80% do orçamento da empresa", argumentou o diretor da estatal.

Segundo o executivo, o impacto da nova proposta seria de R$ 4,3 bilhões por ano, o que representa um aumento de 70% no custo anual da folha de pagamento da estatal, que no ano passado somou cerca de R$ 6 bilhões.

A Fentect reivindica reposição da inflação de 7,16%, calculada pelo IPCA; reposição das perdas salariais de 24,76%, de 1994 à 2010, entre outras questões.

Para o executivo dos Correios, apesar de alterações pontuais, do ponto de vista orçamentário a nova proposta se equivale à apresentada inicialmente pelo sindicato.

Para minimizar os transtornos para a população, Almeida reiterou que neste final de semana haverá um novo mutirão da empresa para organizar e despachar correspondências atrasadas. Em relação à paralisação, os Correios divulgaram balanço indicando que o índice nacional de adesão à paralisação caiu de 32% do efetivo da empresa, no primeiro dia, para 19%.

Ontem, cerca de 100 funcionários dos Correios fizeram uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. A presidente Dilma Rousseff, que retornou ontem pela manhã da viagem aos Estados Unidos, estava no Palácio da Alvorada.

No Rio, os grevistas fizeram uma manifestação no final da manhã, em frente à sede da empresa, na Cidade Nova, próximo ao centro. Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro, Ronaldo Leite, o fim greve depende apenas de uma proposta melhor da empresa.

De acordo com os Correios, desde o início da greve, a média de atraso nas entregas de correspondências e encomendas chega a 35%. Os serviços Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta foram suspensos.

Os Correios propõem a suspensão da greve para a retomada das negociações. A categoria reivindica a contratação imediata dos aprovados no último concurso público, reposição da inflação de 7,16% e o aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. / KARLA MENDES e TÂNIA MONTEIRO

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.