Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Correios entram com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho

A partir de agora, o tribunal vai mediar a negociação por reajuste de salário dos empregados; trabalhadores continuam em greve

Agência Brasil

25 de agosto de 2020 | 20h31

Os Correios anunciaram nesta terça-feira, 25, que entraram com dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST) por não ter havido acordo com os sindicatos que representam os funcionários. A partir de agora, o tribunal vai mediar a negociação por reajuste de salário dos empregados.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) disse que a orientação é continuar com a greve nacional, que teve início no último dia 17

Em 2019, após uma uma semana de greve, o TST mediou o acordo coletivo entre os trabalhadores e os Correios previsto para durar até o fim de 2021. Mas, na última sexta-feira, 21, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o acordo de forma definitiva.

Os sindicatos afirmam que 70 cláusulas com direitos foram retiradas, de um total de 79, como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais, além de pagamentos como adicional noturno e horas extras.

Já a estatal informou que os salários seguem resguardados, e os trabalhadores continuam tendo acesso, por exemplo, ao benefício auxílio-creche e ao tíquete refeição e alimentação, em quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada trabalhador.

Os sindicatos que representam os trabalhadores prometeram intensificar a greve com “piquetes” (bloqueio do acesso ao local de trabalho) das unidades que ainda estiverem funcionando. A lei determina que 30% do contingente continue trabalhando.  

Enquanto os sindicatos estimam que 70% do operacional – o que equivaleria a 74 mil trabalhadores em todo o País – cruzaram os braços, os Correios afirmam que esse contingente é de apenas 17%, mas autorizaram a realização de jornada extraordinária e também deslocaram funcionários da área administrativa para cuidar do operacional – funções desempenhadas pelos carteiros, carregadores e motoristas.

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