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Correios querem criar nova estatal ainda este ano

Decisão do STF, que manteve monopólio da empresa, fortaleceu ideia de abertura da Correios Logística

Edna Simão, O Estadao de S.Paulo

25 de agosto de 2009 | 00h00

No rastro da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve o monopólio dos Correios na entrega de correspondência, a estatal ganhou poder de barganha dentro do governo Lula e pode acelerar a criação de uma empresa própria de transporte de cartas e encomendas, a Correios Logística. Até quinta-feira, o presidente da estatal, Carlos Henrique Custódio, apresenta ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, um esboço da proposta. A expectativa de Custódio é de que a permissão para abertura da Correios Logística - seja por medida provisória ou projeto de lei - saia ainda em 2009. "Se ficar para o próximo, o calendário eleitoral pode atrapalhar", disse.Desde que assumiu a presidência da estatal, em 2006, Custódio, assim como o ministro Hélio Costa, tem defendido a modernização dos Correios para que a empresa possa ganhar mais mercado e, ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais. A avaliação é de que a empresa não sobreviverá no longo prazo se continuar tendo como principal fonte de receita a entrega de cartas, principalmente com a utilização cada vez maior do e-mail e do débito em conta - que reduzem o envio de boletos de pagamento por empresas.Apesar do empenho em colocar as preocupações, não houve vontade política para que as mudanças sugeridas fossem feitas. Agora, no entanto, Custódio avalia que o momento é outro. Um grupo de trabalho interministerial ficou quatro meses analisando o futuro dos Correios. "Hoje acredito que (a modernização) é um projeto de governo", ressaltou. Para ele, o debate no STF sobre monopólio dos Correios serviu como "alerta" de que as mudanças na empresa são urgentes. Segundo o presidente dos Correios, ainda não está definido se haverá participação da iniciativa privada na nova companhia. A ideia, no entanto, é diminuir a ociosidade dos aviões hoje contratados para o transporte de correspondências e encomendas. Atualmente, os Correios desembolsam R$ 400 milhões por ano com aeronaves para usar por, no máximo, seis horas. "Precisamos utilizar os aviões por mais horas porque isso já está no preço", contou. Depois que conseguir a autorização para criação da nova empresa, Custódio quer crescer ainda nos Estados Unidos e Argentina. A reboque da abertura da Correios Logísticas, também poderá vir a permissão para a estatal atuar como instituição financeira, por meio do Banco Postal, que atualmente funciona apenas como correspondente bancário. Se isso ocorrer, o Banco Postal poderá vender produtos como seguros e previdência privada. NOVAS ESTATAISDe acordo o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento, até agosto de 2009, existiam 122 empresas estatais federais. O governo Lula cogita criar uma companhia para acompanhar e fiscalizar a exploração do petróleo na camada do pré-sal, uma para o trem-bala, entre outras. Somente de 2004 a 2008, foram abertas pelo menos cinco empresas, entre elas, o Banco Popular do Brasil, incorporado ao Banco do Brasil.

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