Correios recorrem a TST na tentativa de encerrar greve

Os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar por fim à greve dos trabalhadores da estatal, que já dura 16 dias. Conforme nota divulgada há pouco pela empresa, depois de esgotar "todas as tentativas diretas de acordo" com a representação dos trabalhadores, não restou outra alternativa a não ser propor a conciliação junto ao TST. Segundo os Correios, no tribunal a empresa e os trabalhadores terão, novamente, mais uma oportunidade de finalizar um acordo, em audiência de conciliação, com a mediação judicial.

KARLA MENDES, Agencia Estado

30 de setembro de 2011 | 12h09

"Desde o início do ano, a direção dos Correios manteve as portas abertas aos trabalhadores, mediante um sistema de negociação permanente, com reuniões agendadas para o ano todo e não apenas para o período do Acordo Coletivo de Trabalho. Os representantes dos trabalhadores foram recebidos inúmeras vezes para tratar da mudança do Estatuto do ECT e foram ouvidos durante todo o processo de negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A abertura da ECT ao diálogo também foi mantida durante todo o período de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho", informou a empresa, por meio de nota.

A empresa reforçou a posição de que continua aberta ao diálogo e conclama novamente os trabalhadores parados a reavaliar sua posição e fechar o acordo coletivo de trabalho "em benefício da população brasileira e de todos os 110 mil empregados da empresa".

Ontem, depois de mais de seis horas de reunião com a diretoria dos Correios, os funcionários da estatal decidiram manter a greve. Eles recusaram proposta oferecida pela empresa de reajuste real de R$ 80 a partir de janeiro e o pagamento imediato de um abono de R$ 500. A diretoria dos Correios também havia proposto - mas foi recusado pelos trabalhadores - o parcelamento do valor pelo corte do ponto dos funcionários que ficaram parados - a cada mês, seria descontado um dia.

Tudo o que sabemos sobre:
Correiosgreverecurso

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.