Correntista deve ficar atento às tarifas

Os clientes de bancos precisam estar atentos na hora de contratar alguns serviços e produtos disponíveis nas instituições financeiras. Pesquisa feita pelo Procon-SP constatou que, no ano passado, a diferença no valor dos serviços e produtos oferecidos aos correntistas chegou a 940%.Esse porcentual foi verificado na contratação de cheque especial. Entre os 14 bancos consultados pelo Procon, em março de 2001, o Itaú era o que adotava a menor tarifa, de R$ 1,50. A maior, no valor de R$ 15,60 ou diferença de 940% em relação à mais barata, era a cobrada pelo Banco Real. Em setembro, a maior diferença, de 504%, foi a da renovação do cadastro de conta especial (pessoa física), cujo valor anual no Banco do Brasil era de R$ 9,00 e no Banco Real, de R$ 54,40.Na conta corrente comum, a maior diferença (628%) ficou com a manutenção do cartão magnético. Enquanto o Bandeirantes cobrava, em março, R$ 6,59 por ano, o Banespa descontava do cliente R$ 48,00. Em setembro, o destaque foi para o item renovação de cadastro (pessoa física). A menor tarifa era cobrada pelo Banco do Brasil, R$ 9,00, e a maior pelo Santander, R$35,00.Para fazer as comparações, o Procon considerou o levantamento feito semestralmente pelos técnicos do organismo, que verificaram ainda vários problemas durante a pesquisa, como disparidades de informações e falta de clareza nas terminologias adotadas pelos bancos.Para evitar problemas, a assistente de Direção do Procon-SP Maria Cecília Thomazelli aconselha que o consumidor pesquise e busque esclarecimentos sobre esses serviços e verifique sempre se os valores das tarifas cobradas estão de acordo com os divulgados pela instituição. Se não estiver, existem duas opções: tentar algum abatimento com o gerente da agência bancária ou transferir a conta para outro banco.

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