Correto já pensa no fim do euro

Icap estuda um sistema para negociar o dracma

SÍLVIO GUEDES CRESPO, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2011 | 03h03

A Icap, que se define como maior corretora de valores do mundo, está elaborando um sistema para negociar o dracma, antiga moeda da Grécia, informou ontem o jornal americano The Wall Street Journal.

O CLS Bank International, empresa que provê plataforma de negociação de moedas, também estaria fazendo testes para o caso de uma possível volta das moedas locais europeias, segundo o diário.

Não que as empresas estejam apostando no fim do euro, mas esses movimentos mostram que tal situação cada vez mais é vista como uma possibilidade real.

A reportagem afirma que o colapso da moeda europeia significaria o maior desafio para empresas do mercado de câmbio desde 1999, ano em que a divisa foi lançada. Por isso, as companhias preferem investir desde já na elaboração de um novo sistema, "só por garantia", mesmo que nunca seja usado, segundo o jornal.

Integração. Os novos passos dos líderes europeus e análises publicadas na imprensa internacional dão a entender que ou a zona do euro avança na integração ou se desintegra. O que não é possível é ficar como está: um conjunto de países que usam a mesma moeda, mas mal prestam contas um ao outro sobre suas políticas fiscais.

A revista The Economist disse acreditar que a moeda possa deixar de existir em uma questão de semanas, se não houver avanço.

Na pauta de uma reunião de ministros de Finanças da União Europeia, marcada para hoje, está a discussão sobre uma integração maior da política fiscal.

Especificamente, existe a proposta de que a Comissão Europeia tenha poder de vetar a proposta orçamentária de países-membros, como relata a agência de notícias Bloomberg.

"A mensagem do mercado é clara: ajam em conjunto ou nós (o mercado) vamos destruí-lo (o euro)", disse à Bloomberg um estrategista da Brewin Dolphin Securities em Londres, que administra US$ 39 bilhões.

No fim do pregão, as bolsas europeias subiam com força.

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