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Corretora acusada pelo Santander quer indenização de R$ 10 milhões

O principal executivo da corretora Ipanema, Alcyr Duarte Collaço Filho, que estava com a prisão preventiva decretada sob acusação de dar apoio à supostas operações fraudulentas contra o Banco Santander, impetrou uma medida cautelar de interpelação jurídica contra o banco, de quem pretende pedir uma indenização superior a R$ 10 milhões por danos morais e lucros cessantes.O advogado Ricardo Hanson Sayeg, que defende Collaço Filho, afirma que a Ipanema foi indevidamente envolvida no caso, numa "tentativa gratuita" de intimidá-la. "A Ipanema foi rankeada em primeiro lugar na BMF (Bolsa de Mercado Futuro) em lucratividade, no ano passado. É uma corretora nova, pequena, mas que começa a incomodar os grandes por sua competência", acusou.Sayeg afirmou que não há nenhum motivo que justifique o envolvimento da Ipanema nas acusações feitas pelo banco. O Santander acusou dois ex-operadores do banco, Marcos Aylon Leão Luz e Roberto Cantoni Rosa, de causarem um prejuízo de US$ 1, 9 na Tesouraria do banco, realizando fraudes em operações de swap (troca de taxas). E disse que a Ipanema dava apoio às fraudes."O banco teve uma desinteligência com seus ex-operadores e, para justificar uma ação policial, envolveu a Ipanema. Mas todas as operações realizadas pela corretora foram absolutamente legais, como inúmeras outras que ela realizou com o Santander", defendeu o advogado.Collaço Filho teve a prisão preventiva decretada e era considerado foragido pela polícia. "Ele não foi chamado a depor em nenhum momento, estava em férias com a família em Florianópolis (SC), e de repente é surpreendido pela notícia da decretação da prisão", disse o advogado. A prisão preventiva dele foi revogada pela Justiça, segunda-feira, mesmo dia em que foram concedidos os habeas corpus que tiraram da cadeia os dois ex-operadores.Em seu depoimento na polícia, os ex-operadores negaram as fraudes e disseram que foram acusados depois de brigar com o superior imediato deles na mesa de operações do banco, Benedito César Luciano. Segundo os dois, eles vinham maquiando resultados nas operações, por ordem de Luciano, para que o balanço do banco apresentasse um lucro menor. Quando decidiram não fazer mais estas operações, teriam começado a sofrer represálias.O Banco Santander afirmou hoje, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que não vai comentar o pedido de indenização feito pela Ipanema. "O assunto está sub judice e a diretoria considera que não deve se pronunciar, para não atrapalhar as investigações", informou a assessoria.

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