Coluna

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Corretoras investem em público jovem

Os gestores de investimento começam a intensificar a criação de produtos sob medida para o público mais jovem. A corretora Coinvalores, pioneira no ramo com a criação do Kids Derivativos em 1996, lançou em novembro do ano passado um fundo ainda mais agressivo para crianças, o Kids Ações. Em dezembro, a Caixa Econômica Federal criou o Fundo Previ Invest Crescer, um Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL), de previdência privada, que passou a concorrer com o Prev Jovem criado alguns meses antes pelo Bradesco. "O apelo principal está na formação de poupança para custear estudos no futuro, protegendo a criança e criando cultura de investimentos", diz o gerente regional de Previdência da Seguradora da Caixa, Eliel Torati.A estratégia das instituições consiste em abordar os pais, embora os produtos sejam formatados especialmente para as crianças. Na campanha do Prev Jovem do Bradesco, por exemplo, a linguagem foi caracterizada em desenho animado, bem ao gosto do público infantil. O site infantil www.canalkids.com.br criou o Bankids, um banco virtual que ensina a negociar e a poupar Pakatos, a moeda do banco infantil.Segundo o diretor da Coinvalores, Randolph Haynes, os investidores do Kids Ações queriam correr mais riscos porque o investimento é de longo prazo. Tanto é assim que a maior parte dos participantes do Fundo Kids Derivativos migrou para o Kids Ações, obrigando a instituição a encerrar a gestão do produto derivativos. "Inflação controlada e taxa de juros declinante despertam o interesse dos pais para as ações", diz.Recém-nascidos, crianças e adolescentes de até 17 anos fazem parte da carteira de clientes do novo fundo, hoje composto por 200 cotistas e patrimônio de R$ 650 mil. "A aplicação está no nome da criança, que recebe extrato com configuração gráfica e linguagem específica", explica Haynes.Leia mais a seguir sobre a opinião de especialistas sobre o efeito da educação financeira para crianças e adolescentes.

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