Corrida aos postos pode acelerar falta de combustível, alerta Sincopetro

De acordo com o presidente do sindicato, por conta das manifestações, nenhum caminhão saiu, o que compromete estoque dos postos; situação mais crítica é na região do Vale do Paraíba

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 12h37

SOROCABA - Preocupados com o risco de faltar combustível devido à greve dos caminhoneiros, consumidores já causam uma corrida aos postos de abastecimento em várias regiões do Estado de São Paulo. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, essa corrida pode causar uma falta generalizada de combustível, com consequências graves para a população. "Nenhum posto está recebendo combustível e, normalmente, o estoque dura de três a quatro dias. Como já está havendo corrida para encher o tanque, o que pode acontecer é o desabastecimento", disse.

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A situação mais crítica, segundo ele, é na região do Vale do Paraíba, onde muitos postos já estão sem diesel e gasolina. "Quem tem grandes frotas, como as empresas de ônibus, está indo aos postos para abastecer, ou para preservar o estoque do seu próprio posto, ou porque já está sem combustível. Imagine uma fila de 40 ônibus para encher o tanque. Assim que acaba o combustível de um posto, eles vão para outro. Isso está acontecendo", contou.

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Segundo ele, por conta das manifestações, nenhum caminhão saiu, nesta quarta-feira, 23, das bases de Barueri, Guarulhos e São José dos Campos, que fazem a distribuição de combustível. Conforme Gouveia, a greve é um direito dos transportadores, mas o governo não pode assistir passivamente. "Há risco de paralisação de serviços essenciais, como transporte público, coleta de lixo, até mesmo a segurança pública, pois as viaturas também precisam de combustível."

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Em Santos, no litoral paulista, 450 toneladas de lixo se acumulavam nas ruas da cidade em razão do bloqueio do acesso dos caminhões de coleta à área de Transbordo, no bairro da Alemoa. O acesso é o mesmo do Porto de Santos, bloqueado pelos caminhoneiros. A Polícia Militar e a prefeitura de Santos negociam a liberação do acesso para os caminhões de lixo.

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