Corrupção na Petrobrás pode enfraquecer rating da empresa, diz Fitch

Agência de classificação de risco afirmou que escândalos de corrupção podem interferir na qualidade de crédito da estatal, por afetar produção, acesso a mercados de capitais de dívida e multas

Aluísio Alves, Reuters

02 Dezembro 2014 | 16h45

A Fitch afirmou nesta terça-feira que as alegações de escândalos de corrupção na Petrobrás podem afetar a qualidade de crédito da companhia, por afetar o aumento da produção, o acesso a mercados de capitais de dívida e multas.

Em relatório, a agência de classificação de risco considerou que a qualidade do crédito da empresa é sensível ao crescimento de produção para reforçar a geração de fluxo de caixa e reduzir a alavancagem enquanto o acesso ao mercado de capitais também é fundamental a médio prazo, dada a necessidade dele para financiar investimentos e refinanciar dívida.

"Acreditamos que o crescimento da produção é necessário para manter a classificação atual", afirmou a Fitch, alegando que a nota atribuída à Petrobrás considera que a produção crescerá para 3,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2018, ante os atuais 2,78 milhões de barris e abaixo de 3,9 milhões de barris previstos pela alvo da empresa para 2018.

O aumento da produção envolve a incorporação de 37 novas unidades de produção entre 2013 e 2018. Segundo a Fitch, os ratings incorporam um atraso de seis meses nas futuras unidades de produção e um atraso médio de 12 a 18 meses poderia resultar em uma ação de rating negativa.

O relatório também aponta a necessidade da companhia por financiamentos é rígida no curto prazo e pressionará ratings da Petrobrás se a geração de fluxo de caixa não melhorar.

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