Corte atingiu apenas 2,3% do determinado

As 38 distribuidoras de energia elétrica dos Estados que estão sob racionamento de eletricidade há cinco meses somente conseguiram efetuar o corte de 28.062 consumidores. O resultado representa 2,3% dos 1.218.746 de clientes que deveriam ficar sem eletricidade porque gastaram acima do estabelecido pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE).No Estado de São Paulo, as 13 concessionárias desligaram a luz de 15.002 clientes. Ou seja, 2,34% dos 642.824 consumidores que deveriam ter o fornecimento interrompido. O balanço dos cortes foi colocado ontem à noite no site www.energiabrasil.gov.br com base em dados enviados pelas distribuidoras para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).Existem 19 liminares concedidas pelo Poder Judiciário que impedem os cortes de luz elétrica por parte das distribuidoras. Mesmo assim, apenas 8 concessionárias não fizeram qualquer desligamento e 11 companhias, apesar das decisões judiciais, procederam com os desligamentos. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), distribuidora estatal de grande porte, deveria cortar a eletricidade de 67.094 clientes, mas os técnicos da empresa não fizeram qualquer desligamento.A Cemig explora os serviços no Estado cujo governador Itamar Franco faz oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Nos primeiros dias do programa de racionamento, Itamar se opôs às determinações do governo federal. Na época, o governador mineiro chegou a informar que a estatal não iria acatar a determinação de desligamento dos relógios de consumidores que não atingiram as metas de consumo.BalançoO plano de racionamento em vigor nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte do Norte determina que o conjunto de consumidores deve economizar no mínimo 20% de energia elétrica. Aquele cliente que durante dois meses não atingir a meta específica deve ficar sem luz elétrica. Ontem, a GCE colocou no site na Internet um balanço referente a quatro dias deste mês.Os números indicam que os desligamentos encontram-se abaixo do determinado pela GCE a partir do dia 20 de setembro. Pelas novas regras, as concessionárias passaram a ter obrigações de cortes. O descumprimento pode resultar em multas que variam entre 0,02% e 0,1% do faturamento bruto anual.

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