Corte da Selic não elimina atratividade da renda fixa

Recuo da inflação neste ano garante uma taxa real maior do que a do ano passado

Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2017 | 19h27

O corte na Selic em 0,75 ponto porcentual não minou a atratividade dos investimentos em renda fixa, segundo analistas. Mesmo com a trajetória de queda da taxa básica de juros, o recuo da inflação têm garantido um juro real alto nessas aplicações, como títulos públicos, títulos privados e fundos de renda fixa.

 

"Estamos com um juro real corrente por volta dos 7%, então o CDI está nos proporcionando um ganho melhor do que o que está explícito", afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper. "Já para o longo prazo, como a aposentadoria, é importante que o investidor tenha um pedaço do seu portfólio referenciado à inflação para se proteger."

Segundo a Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), os fundos de renda fixa só perdem para a poupança caso a taxa de administração supere 2,5% ao ano. "A renda fixa ainda é muito vantajosa. Já quem quiser diversificar indo para a Bolsa precisa pensar no longo prazo, pois são operações de risco e ainda há muitas incertezas", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos Econômicos da Anefac.

Investimentos. Dúvidas sobre como investir com a Selic em queda? Acompanhe as dicas da Nathalia Arcuri, fundadora do canal Me Poupe:

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