Corte de custo vai limitar investimento externo da estatal

Plano para os próximos cinco anos deve manter em 5% a participação dos negócios da empresa em[br]projetos internacionais

Sergio Torres / RIO, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

A adequação à política de redução de custos do governo federal limitará a expansão dos investimentos internacionais da Petrobrás nos próximos cinco anos. Já tomada pelo Conselho de Administração da empresa, a decisão foi comentada ontem pelo diretor de Finanças e Relações com Investidores, Almir Barbassa.

O executivo antecipou que o plano de negócios da Petrobrás no período 2011-2015, em fase de conclusão, manterá os investimentos externos em torno de 5%, mesmo patamar do plano em vigor (2010-2014).

"O plano de negócios já deu uma reorientada no investimento internacional, que deixou de crescer. O novo plano deverá manter esta linha de atuação, de sustentação de uma atividade internacional, porém sem grande crescimento. Hoje temos 5% de nosso plano de negócios dedicados à linha internacional. É provável que fique por aí", afirmou.

Para Barbassa, o gasto dos 5% dos US$ 224 bilhões do plano atual deverá ser concentrado em "pontos de maior interesse, tipo águas profundas, costa oeste da África, golfo do México". São áreas que, disse ele, têm "maior potencial e aderência ao nível de conhecimento e tecnologia desenvolvido pela empresa".

O novo plano pode ser divulgado ainda nesta semana. A expectativa de que subiria para US$ 268 bilhões, no mínimo, não se concretizará, pois a companhia terá de se alinhar à estratégia de cortes públicos da administração Dilma Rousseff.

Conferencista do seminário Rio Investors Day, Barbassa disse que a Petrobrás encontrou na camada do pré-sal situações melhores que as inicialmente previstas no início da exploração.

As condições a que ele se referiu estão relacionadas à porosidade, permeabilidade e às características da produção do óleo extraído do pré-sal. "Temos condições melhores que as anunciadas em 2007, 2008", disse ele, para quem os novos dados permitem falar em "crescimento grande e potencial de produção de longo prazo". Sobre o gás natural, Barbassa previu que até 2020 não haverá possibilidade de a companhia ter "sobreoferta" de gás natural. Segundo ele, há imprecisão sobre o gás natural que será extraído da camada pré-sal.

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