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Corte de custos da GM está funcionando, diz CEO

Young afirma, no entanto, que a montadora vai voltar sua atenção para a obtenção de ajuda federal adicional

Agência Estado,

13 de março de 2009 | 16h40

Depois de cortar mais custos do que o previsto no início deste ano e de fechar um acordo trabalhista com o sindicato dos metalúrgicos do Canadá para reduzir gastos, o diretor-financeiro da General Motors, Ray Young, afirmou que os esforços de corte de gastos da companhia estão dando certo. "Quando olhamos para os resultados dos dois primeiros meses deste ano, vemos que as reduções de custos da companhia estão funcionando", disse.

 

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Em um vídeo publicado no website da montadora, Young afirma, no entanto, que a General Motors vai voltar novamente sua atenção para a obtenção de uma ajuda federal adicional para tentar evitar a concordata. Segundo o executivo, a companhia está respondendo aos frequentes pedidos de informações da força-tarefa do governo de Barack Obama para as montadoras.

 

O grupo, que visitou Detroit na segunda-feira, vai determinar se a GM e a Chrysler obterão US$ 21,6 bilhões em empréstimos adicionais que dizem precisar para permanecerem em operação.

 

Na segunda-feira, a GM afirmou à força-tarefa que poderá sobreviver por enquanto sem os US$ 2 bilhões que havia afirmado precisar até março para não ficar sem dinheiro. As ações da companhia operam em alta nesta sexta-feira, ainda reagindo a essa informação. Às 12h30 (de Brasília), as ações da GM subiam 20,18%, para US$ 2,62, na Bolsa de Nova York.

 

Young afirmou que a companhia está trabalhando junto com a força-tarefa. "Estamos trabalhando com a equipe para ajudá-los a chegar a algumas conclusões sobre como vão dar apoio ao setor automotivo dos Estados Unidos", disse. Segundo Young, um acordo ratificado na quarta-feira pelo sindicato dos metalúrgicos do Canadá levará os custos trabalhistas naquele país aos mesmos níveis das operações da companhia nos EUA.

 

O novo acordo congela salários para trabalhadores que estão na ativa e pagamentos de pensão para aposentados. Pela primeira vez, os aposentados contribuirão para o pagamento dos planos de saúde. Agora a GM espera garantir empréstimos do governo do Canadá, que afirmou que só forneceria ajuda se a GM reduzisse os custos trabalhistas. As informações são da Dow Jones.

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