Corte de eletricidade foi o dobro do anunciado

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Corte de eletricidade foi o dobro do anunciado

ONS divulgou que corte foi de 2,2 mil MW, mas números dasempresas apontam para 4,1 mil MW

O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2015 | 02h02

O corte de energia na segunda-feira foi praticamente o dobro do divulgado oficialmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A instabilidade na frequência do sistema elétrico que desligou 11 usinas, entre elas a usina nuclear de Angra 1, teria totalizado 2,2 mil megawatts, segundo nota do órgão. O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou, porém, que as distribuidoras em 10 Estados e no Distrito Federal que tiveram de reduzir a carga contabilizaram perdas de 4,123 mil MW.

Fontes explicaram que essa diferença significa que, minutos antes do apagão, havia uma falta de energia de 1,923 mil MW - ou seja, o consumo era 1,923 mil MW maior do que a geração. O ONS, segundo as fontes, demorou para mandar o comando do corte de carga, que começou às 14h55. Por isso, a queda de energia foi efetivamente muito maior. Questionado, o ONS informou que a carga atingiu 73 mil MW na segunda-feira, e que a ordem de corte foi de pouco menos de 5% do total - ou pouco menos de 3,650 mil MW. Mas não soube explicar a diferença para os 4,123 mil MW informados pelas empresas.

Antes das 14h55, o sistema já registrava instabilidade na frequência, gerada pelo desequilíbrio entre oferta e demanda. Por isso, algumas empresas tiveram problemas antes mesmo do comando do ONS, o que pode explicar parte da divergência entre os números apresentados pelo operador e pelas empresas.

Na tarde de ontem, foi feita uma longa reunião na sede do ONS, no Rio, para discutir as causas do apagão. Mas apenas dentro de 15 a 30 dias o órgão deverá liberar um relatório mais detalhado sobre o corte de energia. Uma análise mais detalhada, no entanto, será feita do desligamento de Angra 1. / A.W. E FERNANDA NUNES

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