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Corte de emprego nos EUA é o maior desde 1974

Os empregadores norte-americanos cortaram 533 mil postos de trabalho em novembro, o pior número em mais de 34 anos, à medida que a recessão, que já dura um ano, abate a economia e fortalece os pedidos por ações governamentais dramáticas para reverter essa tendência. O Departamento de Trabalho também informou nesta sexta-feira que a taxa de desemprego atingiu 6,7 por cento no mês passado, maior patamar desde 1993, elevando para 10,3 milhões o número de norte-americanos desempregados, 2 milhões a mais que a população da cidade de Nova York. A taxa de desemprego, que ficou em 6,5 por cento em outubro, poderia ter sido ainda maior se não fosse o movimento de saída do mercado de pessoas desencorajadas a buscar trabalho no momento atual. Uma série de empresas nos Estados Unidos anunciou cortes de emprego nesta semana, incluindo a gigante telefônica AT&T, que divulgou na quinta-feira a demissão de 12 mil funcionários. Economistas esperam a taxa de desemprego acima de 8 por cento até o fim do ano que vem. "Você não pode ter algo muito pior que isso. A economia acabou de desmoronar e foi para uma queda livre", afirmou Richard Yamarone, economista-chefe na Argus Research em Nova York. O governo dos EUA direcionou 700 bilhões de dólares da arrecadação de impostos para impulsionar o setor bancário e o presidente eleito Barack Obama se comprometeu a acelerar um pacote de estímulo fiscal, cogitando ações mais agressivas pelo Federal Reserve. O banco central norte-americano cortou a taxa de juro do país para 1 por cento e as expectativas são de que ele a reduza novamente em direção a 0 nas próximas semanas. A autoridade também está organizando medidas não convencionais para adquirir a dívida do governo e direcionar empréstimos para estimular a atividade das empresas. Obama, que toma posse em 20 de janeiro, afirmou que o declínio econômico demanda ação. "Não há medidas rápidas ou fáceis para a crise, que demorou muitos anos para se formar, e deve piorar antes de melhorar", advertiu Obama. "Esses dados de emprego divulgados hoje estão surpreendendo, e eles devem ser todo o indício que o governo precisa para agir de maneira pronta e decisiva para estimular essa economia", disse o senador Charles Schumer, democrata de Nova York, que preside o comitê econômico do Congresso. Uma crise de crédito disseminada globalmente, causada pelo acúmulo de inadimplência de hipotecas norte-americanas, levou as economias ao redor do mundo à recessão ou em direção a ela. O Canadá divulgou mais cedo nesta sexta-feira que sua economia perdeu 70,6 mil empregos em novembro, o maior patamar desde junho de 1982. Os níveis de execução de hipotecas nos Estados Unidos atingiram um recorde no terceiro trimestre, informou a Mortgage Bankers Association nesta sexta-feira, que estima que 2,2 milhões de hipotecas de residências entrem em processo de execução neste ano. PIOR DESDE 1974 O corte de empregos nos EUA em novembro foi o mais acentuado desde dezembro de 1974, quando 602 mil postos foram fechados, e muito pior que a previsão de analistas de uma redução de 340 mil postos. Além disso, a redução de empregos nos últimos meses foi revisada para patamares piores que os divulgados inicialmente. O corte de outubro foi revisado para 320 mil postos de emprego, frente aos 240 mil anunciados previamente, enquanto o de setembro foi para 403 mil, contra os 284 mil anteriores. Isso significou mais 199 mil empregos perdidos em setembro e outubro em relação ao que se pensava inicialmente. A redução total de postos de trabalho foi de 1,256 milhão nos últimos três meses, com quase 2 milhões de empregos cortados no ano até então. Se os dados de dezembro refletirem os últimos três meses, 2008 será o pior ano para o emprego desde 1945. "Isso é um verdadeiro desastre", disse Stephen Stanley, economista-chefe norte-americano na RBS Greenwich.

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