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Corte de empregos nos EUA é o maior em 34 anos

A economia dos Estados Unidos fechou 598 mil postos de trabalho em janeiro, o corte mais profundo em 34 anos, enquanto a taxa de desemprego subiu para 7,6 por cento, segundo relatório do Departamento de Trabalho divulgado nesta sexta-feira, que ressalta o aprofundamento da recessão no país. O fechamento de postos de trabalho foi pior que o projetado pelo mercado, que apostava em redução de 525 mil vagas. Os analistas de Wall Street também esperavam taxa de desemprego menor, de 7,5 por cento. O dado será certamente citado pelo governo do presidente Barack Obama como mais um motivo para o Congresso apressar as discussões sobre o pacote multibilionário para tentar estimular a atividade econômica. A redução de vagas no mês passado foi a maior desde dezembro de 1974, quando houve corte de 602 mil postos. A taxa de desemprego, por sua vez, atingiu no último mês o maior nível em mais de 16 anos. "A queda acentuada do emprego em janeiro levou os cortes de emprego a 3,6 milhões desde o início da recessão, em dezembro de 2007", informou em comunicado Keith Hall, membro da Labor Statistics. Ele acrescentou que "cerca de metade do declínio ocorreu nos últimos três meses." A baixa de janeiro veio depois dos cortes de dezembro e novembro, revisados para 577 mil e 597 mil postos de emprego, respectivamente. O setor manufatureiro perdeu empregos em janeiro no ritmo mais acentuado em mais de 26 anos, demitindo mais 207 mil funcionários após 162 mil em dezembro. A última vez em que foram cortados mais postos de trabalho na indústria em um único mês foi em outubro de 1982, quando houve redução de 221 empregos nesse setor. O índice que mede o total de horas pagas caiu ao menor patamar desde 1940, acrescentaram autoridades do Departamento de Trabalho. O setor de construção reduziu 111 mil empregos em janeiro, após corte de 86 mil em dezembro. Hail afirmou que o ritmo dos cortes está acelerando. O comércio varejista reduziu outras 45 mil posições, após baixa de 82,7 mil em dezembro. (Reportagem de Glenn Somerville)

REUTERS

06 de fevereiro de 2009 | 12h07

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