Corte de estímulo do Fed deve ser gradativo, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, defendeu neste domingo que a retirada de estímulos monetários pelos Estados Unidos deve ser conduzida de maneira gradual e bem comunicada. Essa avaliação também prevaleceu durante a reunião de ministros de economia e presidentes de BC durante a reunião das 20 maiores economias do mundo na Austrália, o G-20.

FERNANDO NAKAGAWA, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2014 | 01h53

"Esse processo de retirada dos estímulos tem de ser conduzido de forma gradual, bem comunicado e o que nós temos dito é que as autoridades têm de exercer o processo com cautela e flexibilidade", disse Tombini após as reuniões na Austrália. "Flexibilidade é basicamente permitir que, se as condições econômicas não evoluírem da forma como eles estão prevendo, exista flexibilidade para ajustar esse processo de saída".

Tombini comentou que os debates no G-20 mostraram prevalência da avaliação de que "já há alguma recuperação das economias avançadas". "Economias avançadas estão ganhando alguma tração, especialmente os EUA", explicou. Diante disso, os países debateram as melhores estratégias para o período de transição da saída da crise.

O Brasil manteve discurso otimista com relação ao cenário. "Depois de cinco anos da crise financeira global, é o momento em que a retirada dos estímulos gera alguma volatilidade. Mas a nossa visão é que isso é positivo porque reflete o crescimento da maior economia do planeta", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
euafedg-20

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.