finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Corte de gás em SP termina no fim de semana, diz Comgás

Desde o dia 30, a Petrobras reduziu em 700 mil metros cúbicos de gás por dia a entrega de gás para a Comgás

Agnaldo Brito, do Estadão,

08 de novembro de 2007 | 16h50

A redução de fornecimento de gás natural para sete grandes consumidores industriais de São Paulo será suspensa no fim de semana. A informação foi dada na tarde desta quinta-feira, 8, pelo diretor vice-presidente da Comgás, Sérgio Luiz da Silva. Desde o dia 30, a Petrobras reduziu em 700 mil metros cúbicos de gás por dia a entrega de gás para a Comgás. A concessionária teve de negociar o corte com alguns grandes consumidores. "Quando acertamos esta redução com a Petrobras ficou definido que isso duraria 15 dias", disse. A confirmação do fim da restrição de consumo em São Paulo deverá, segundo ele, ser dada entre "hoje e amanhã" pela Petrobras. Veja também:Colunista Celso Ming explica a descoberta da Petrobras Com descoberta, ações da Petrobras disparam mais de 10% A exploração de petróleo no BrasilEntenda a crise dos combustíveis e o corte de gás Histórico da criseO mercado de gás no BrasilPreço do petróleo em alta   A restrição de consumo em São Paulo e no Rio de Janeiro foi uma imposição do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O baixo nível dos reservatórios elevou os preços da energia hidráulica. Como o critério que determina a geração elétrica é o preço, o valor do megawatt/hora gerado pelas termelétricas ficou mais baixo, o que tornou estas usinas prioritárias. Como a Petrobras é obrigada a fornecer o gás para a geração térmica, segundo um termo assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), parte do volume de gás teve de ser desviado de um mercado para outro. Com o início do período de chuva, a tendência é que a geração hidráulica volte a ser mais competitiva do que a produção de energia em termelétricas a gás. O gás deverá, então, fluir para os consumidores tradicionais. "Acho que o governo precisa rever os critérios usados para determinar a geração térmica a gás. Pode-se usar óleo ao invés de gás. É uma solução que não priva um consumidor do produto", defende Silva. Ele voltou a negar que o abastecimento residencial, comercial e automotivo estejam sob risco. Os volumes usados pelos consumidores residenciais da Comgás, disse ele, alcançam 700 mil metros cúbicos por dia. "É um volume muito pequeno", conclui. Sobre a declaração do ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, - que desaconselhou conversão de motores para o gás natural -, ele retrucou. "As melhores pessoas para se pedir conselho sobre este assunto são os usuários. Não sei se o ministro teve a oportunidade de usar carros movidos a gás e observar as vantagens econômicas de ter um", afirmou o diretor da Comgás.Veja mais informações na edição desta sexta-feira, 9, do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
Racionamento de gásGás

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.