Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Corte de gastos não vai afetar plano de aviação regional, diz novo ministro

Eliseu Padilha, novo ministro da SAC, afirma recursos sairão do Fundo Nacional de Aviação Civil, mas que primeiras licitações serão somente em 2016 ou 2017

Anne Warth e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

06 de janeiro de 2015 | 13h34

A despeito das sinalizações do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que o novo governo fará corte de gastos, o novo ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, disse nesta terça-feira, 6, que não faltarão recursos para o programa de aviação regional, eleito como prioridade de sua gestão.

O ministro disse que o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que vai financiar o programa, deve arrecadar R$ 4,2 bilhões neste ano, recursos que serão suficientes para bancar os subsídios previstos no programa. "A aviação tem recursos próprios, não depende de repasses da União."

Eliseu Padilha disse que o governo planeja lançar as primeiras licitações de obras do plano de aviação regional até o fim deste ano. Segundo ele, dado o andamento do cronograma, as primeiras licitações sairiam apenas em 2016 ou 2017. "Vamos tentar fazer o impossível e lançar as primeiras licitações de obras nos aeroportos ainda neste ano", afirmou, após cerimônia em que assumiu o cargo. Padilha já foi ministro dos Transportes em 1997 e assume a pasta no lugar de Moreira Franco.

"Vamos reformar ou construir 270 aeroportos regionais, e os projetos de 229 desses aeroportos já estão em elaboração", afirmou. "Com o programa, 96% da população brasileira será atendida com voos regulares e serviço de qualidade. Essa é a meta. E a região amazônica terá um cuidado especial para que essa meta também seja alcançada lá",

Grandes aeroportos. O novo ministro da SAC disse que o programa de concessões de grandes aeroportos para a iniciativa privada vai continuar em 2015, mas não detalhou quais os próximos empreendimentos que serão leiloados.

"Ainda não há decisão sobre os próximos aeroportos que serão concedidos. Primeiro vamos definir a cesta de aeroportos para concessão", afirmou. Segundo ele, a nova modelagem pode trazer um "mix" de aeroportos mais e menos lucrativos em cada lote. "Podemos compensar os aeroportos com maior potencial de lucro com outros de menor potencial. Mas são estudos preliminares", completou.

Para Padilha, a prioridade no momento é a conclusão das obras em andamento em aeroportos administrados pela Infraero, como no caso do Salgado Filho, em Porto Alegre. O aeroporto gaúcho é um dos principais candidatos para a nova rodada de concessões. "As obras em andamento devem seguir seus cronogramas", enfatizou.

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