Corte de Nova York decide hoje pedido de imunidade para Strauss-Kahn

Camareira de hotel em NY acusa o ex-diretor do FMI de estupro, em episódio ocorrido no ano passado

Patrícia Braga, da Agência Estado,

30 de abril de 2012 | 13h53

NOVA YORK - O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, será informado na terça-feira, 1, em Nova York se seu pedido de imunidade diplomática permitirá a ele escapar de uma ação civil pela alegação de estupro. A ação foi movida contra Strauss-Kahn pela camareira do hotel Manhattan, Nafissatou Diallo, que alega que o político francês a forçou fazer sexo oral quando ela entrou para fazer a limpeza em seu quarto no hotel no ano passado.

As acusações foram retiradas quando os promotores decidiram que o testemunho de Diallo não era confiável. Entretanto, ela entrou com uma ação civil por danos não especificados pelo que ela classificou como ataque brutal.

Os advogados de Strauss-Kahn argumentaram na corte no mês passado que sua posição política no momento do incidente, como diretor do FMI, o protege de uma ação legal. Strauss-Kahn, que afirma que praticou sexo consensual com Diallo em sua luxuosa suíte no hotel, também enfrenta um processo relacionado a crime de prostituição na França.

O incidente em Nova York resultou em um colapso na carreira de Strauss-Kahn. Além de perder o posto de diretor do FMI, ele perdeu também a possibilidade de disputar a presidência da França nas eleições deste ano.

Na época no incidente, as pesquisas de opinião mostravam Strauss-Kahn sendo capaz de vencer Nicolas Sarkozy, que agora se esforça para evitar uma derrota para o candidato do Partido Socialista, François Hollande, no dia 6 de maio.

Strauss-Kahn, ou DSK como é popularmente conhecido na França, afirmou na semana passada que o incidente em Nova York foi orquestrado para retirá-lo da campanha presidencial. "Talvez eu seja politicamente ingênuo, mas eu simplesmente não acreditava que eles poderiam ir tão longe. Eu não acreditava que eles poderiam encontrar alguma coisa que pudesse me tirar do jogo", afirmou ele ao jornal The Guardian.

Sarkozy respondeu que Strauss-Kahn "deveria se explicar para a lei e poupar a França de seus comentários". As informações são da Dow Jones.

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