Corte do ICMS não vai reduzir preço do pão, diz sindicato

O anúncio feito hoje pelo governador Geraldo Alckmin, de redução de 7% para 0% no ICMS do pão francês, não deve ter impacto no preço final do produto -- parte do todos os índices de inflação ao consumidor. Se houver alguma redução no valor do pãozinho, será por conta da adoção da mesma medida para a farinha de trigo.O presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitarias de São Paulo, Frederico Maia, disse que a medida é louvável, mas ressaltou que quase 100% das 12 mil padarias do Estado fazem parte do Simples estadual, ou seja, pagam impostos sobre o faturamento.Maia ressaltou, no entanto, que a redução para 0% do ICMS para a farinha de trigo poderá reduzir os custos. "Ainda assim, nada garante. Precisamos acompanhar os preços em toda a cadeia do trigo para então avaliarmos se a medida reduzirá custos e o preço final do pão", disse.Segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, os moinhos de trigo de São Paulo geram diretamente seis mil empregos e têm capacidade instalada de produção de 3 milhões de toneladas/ano. O volume corresponde a 25% da capacidade total do País. Atualmente, a produção é de 1,8 milhão/t, o que significa uma ociosidade de cerca de 40%.Para atender ao consumo anual de 2,28 milhões de toneladas, São Paulo importa liquidamente 440 mil toneladas de farinha de trigo de outros Estados e 40 mil toneladas do Exterior. As compras feitas de outros estados poderiam ser supridas pela produção local, mas isso não acontece porque os produtores de outros Estados são beneficiados por incentivos fiscais, segundo a Fiesp. Com a redução do ICMS para o trigo em São Paulo, o governo estadual pretende estimular as vendas locais.

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