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Corte do juro só terá efeito no 2º semestre, dizem analistas

Com isso, eles acreditam que dificilmente o governo vai fazer com que o País cresça 5% no ano que vem

ADRIANA FERNANDES / BRASÍLIA , RICARDO LEOPOLDO / SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2011 | 03h06

O ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic), iniciado em agosto pelo Banco Central (BC), só deve começar a dar fôlego ao crescimento na segunda metade de 2012. Por isso, alguns economistas acreditam que dificilmente o governo vai conseguir fazer com que o País cresça 5% no ano que vem.

Na avaliação do economista e sócio da MCM, Antônio Madeira, mesmo considerando a redução já promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC - que cortou a Selic em 1,5 ponto porcentual desde agosto-, a distensão monetária só começará a surtir efeitos para estimular a demanda agregada em meados do próximo ano.

"Por causa da crise externa, as exportações não devem ajudar na expansão do PIB, e a confiança dos empresários e consumidores não deve viabilizar um incremento expressivo dos investimentos e a de compra de produtos pelos cidadãos", disse o economista.

Pelas contas de Madeira, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve apresentar uma alta de 3,2% em 2012, valor não muito distante da elevação de 2,8% esperada para este ano.

Em relatório, o banco Credit Suisse avalia que o resultado do PIB do terceiro trimestre aumentou a probabilidade de o crescimento do PIB em 2012 ser inferior à projeção do banco de 2,8% em 2011.

Para a área econômica do banco de investimentos, os indicadores de atividade divulgados recentemente aumentam a probabilidade de aceleração bastante gradual do PIB no quarto trimestre.

Entre os especialistas ouvidos pelo Estado, é difícil encontrar estimativas de que o PIB vai superar 3,5% no próximo ano. O economista-chefe para a América Latina do HSBC, André Loes, é um dos poucos que estimam que o País deve apresentar um crescimento acima desse porcentual. A conta dele prevê alta de 3,7%.

Ainda assim, Loes reconhece que sua avaliação está acima da média do mercado. "A expansão fiscal e monetária deve colaborar para o melhor resultado do PIB no ano que vem", argumentou. .

Loes estima que a Selic cairá dos atuais 11% para 9% no próximo ano, enquanto os gastos públicos devem ajudar a impulsionar o nível de atividade. Em razão disso, ele acredita que o superávit primário em 2012 não deve atingir a meta cheia de 3,1% do PIB, ficando na casa de 2,6%.

"Boa parte do desembolso de recursos públicos pelo governo federal no ano que vem deve estimular os investimentos, especialmente em infraestrutura, necessários para atender à agenda de obras relativas à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016", observou o economista do HSBC.

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