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Cortes no Brasil, por ora, só o da festa de fim de ano

Confraternízação no País ficará a critério de cada departamento

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2008 | 00h00

O Citigroup anunciou na semana passada um plano para demitir 52 mil empregados nos mais de 100 países onde atua. Em visita a São Paulo, o presidente mundial do grupo, o indiano Vikram Pandit, disse que, a princípio, a unidade brasileira não seria incluída no programa. A tesoura pode até poupar os funcionários daqui, mas não a festa de fim de ano do Citi no País. Em 2008, o tradicional convescote, que no ano passado teve até show da cantora Ivete Sangalo, não será realizado. A comemoração ficará a critério de cada departamento do grupo. O gestor que entender que há clima para festa receberá verba para promovê-la. O objetivo, claro, é reduzir os custos com itens não prioritários. Ontem, o governo dos Estados Unidos anunciou um investimento de US$ 20 bilhões no Citigroup para tentar resgatar a confiança na instituição, cujo valor de mercado despencou 60% na semana passada. Além disso, as autoridades darão garantias de até US$ 306 bilhões para ativos "tóxicos" do banco. Em contrapartida, o governo americano passará a ter uma fatia de 7,8% no grupo. O acordo foi costurado no domingo à noite, depois de horas de intensas negociações. Ontem cedo, os empregados do Citi no Brasil receberam em seus correios eletrônicos uma mensagem de Pandit com clara intenção de levantar o moral da tropa. "Não tenho a menor dúvida de que o Citi tem uma receita operacional forte e estável, com incomparável acesso a fontes de recursos, extraordinários níveis de liquidez e os melhores talentos do mercado", escreveu. "Continue a assegurar aos seus clientes que os nossos fundamentos são fortes e a nossa determinação em encontrar soluções para impulsionar o seu sucesso financeiro é inabalável."Pouco depois, foi a vez de o presidente da unidade brasileira, o uruguaio Gustavo Marin, se manifestar. Em outro e-mail, ele disse que o Citi é uma "grande organização" e garantiu que a cotação das ações "não reflete" o valor da companhia e de seus fundamentos. Listou, a seguir, uma série de indicadores que, segundo ele, comprovam a solidez da instituição. No último parágrafo, Marin também tenta levantar o astral dos funcionários. "Mais do que nunca, temos razões para nos orgulhar de fazer parte do Citi e ter a certeza de que continuaremos a fazer a diferença para nossos clientes e para a organização", escreveu.

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