Cortes podem provocar 300 mil demissões no setor público do Reino Unido

Medidas são consequência do plano de redução do déficit do país preparado pelo Governo de coalização liberal-conservador

efe,

23 de maio de 2010 | 07h04

LONDRES - Pelo menos 300 mil trabalhadores do setor público podem perder seu emprego nos próximos anos como consequência das medidas que o Governo de coalizão liberal-conservador britânico adotar para baixar o déficit de 156 bilhões de libras.

Este é o cálculo feito hoje pelo jornal "The Sunday Times", um dia antes de o novo ministro das Finanças, o conservador George Osborne, detalhar que departamentos vão sofrer os primeiros cortes em um total de 6 bilhões de libras previstos para este ano.

Segundo o jornal, os cortes afetarão muitas das vantagens que os funcionários gozam atualmente, tais como viagens em táxi, voos, hotéis, assim como toda uma série de organismos privados que oferecem serviços públicos, mas são financiados pelo Governo.

Como exemplo, entre as dezenas de milhares de empregados que podem ficar desempregados como consequência dos cortes obrigatórios, há milhares de médicos e enfermeiras, diz o jornal, que cita documentos internos do Serviço Nacional de Saúde.

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