Corus anuncia associação com a CSN

A anglo-holandesa Corus informou esta manhã à bolsa de Londres a sua associação com a CSN. O presidente do grupo a ser formado será indicado pela Corus. O empresário Benjamin Steinbruch será o vice-presidente de uma empresa, formada pela associação das duas companhias, que terá faturamento anual de US$ 13,5 bilhões, dos quais US$ 11,5 bilhões da Corus e cerca de US$ 2 bilhões da CSN (exercício de 2001). Não haverá dinheiro na operação, mas apenas a troca de ativos entre as companhias, que permitirá à CSN ficar com um volume de ações superior a 25% do capital votante. Com isso, a CSN terá poder de veto nas reuniões do Conselho de Administração. A partir de hoje, as duas empresas passam por um processo de ´dilligence´ a ser coordenado, pelo lado da Corus, pelos banco HSBC e CSFB. Com a associação, está criada a quarta companhia siderúrgica do mundo depois da líder Arcelor (França), da Posco (Coréia) e Nippon Steel (Japão), de acordo com o ranking da International Iron and Steel Institute, em que a CSN figurava como 33ª do mundo. As ações da Corus são negociadas hoje nas bolsas de Londres, Amsterdan, Nova York e passam a ser cotadas em São Paulo também. A sede da nova companhia passa a ser Londres e a CSN passa a ser uma de suas subsidiárias globais.A CSN anunciará hoje que estão à venda a térmica de Volta Redonda, que fornece energia aos altos fornos da siderúrgica, e as suas participações nas hidrelétricas de Itá e Igarapava. A venda da área de energia faz parte do acordo com a Corus.Moody?sA Moody´s Investors Service colocou os ratings Baa3 da dívida sênior da siderúrgica anglo-holandesa Corus sob revisão para um possível rebaixamento. A revisão do rating foi motivada pelo anúncio de acordo com a CSN, que recebeu da Moody´s o rating B1 para a dívida em moeda local, dando continuidade à fusão total. Para a Moody?s, a combinação com a empresa brasileira criará à Corus uma exposição comercial e financeira significativa ao Brasil (rating B1 para bônus governamentais em moeda local) e à elevada dívida da CSN. Qualquer transação, quando concluída, exigirá aprovação de órgão regulador e aprovação das duas companhias. Considerando os vários detalhes que ainda precisam ser negociados - a atual instabilidade política no Brasil, que pode retardar uma conclusão, e as várias aprovações necessárias -, a Moody´s disse que estima um período prolongado de revisão até que os detalhes da transação sejam suficientemente definidos, de modo a permitir que a agência chegue à uma conclusão sobre o rating. A revisão da Moody´s, dentre outros fatores, considerará como a estrutura final da transação pode suavizar a exposição da Corus ao risco do país e preservar os benefícios estratégicos da combinação; avaliará os benefícios financeiros de acesso ao minério de ferro e à produção de placas de aço com baixo custo em um país inflacionário e também revisará os desafios e os investimentos financeiros necessários para atualizar expandir as capacidades de produção e de mineração da CSN para atender às exigências da Corus. Dado o nível relativamente elevado da dívida da CSN, resultante de política anterior de distribuição de dividendos, o ranking contratual e estrutural da dívida da Corus com relação à dívida da CSN e a possibilidade de refinanciamento da dívida da CSN serão considerados na revisão do rating, disse a Moody´s.

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