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Corus desiste da fusão com a CSN

O conselho da siderúrgica anglo-holandesa Corus anunciou, em Londres, que está desistinto da fusão com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) porque o processo não pôde ser completado conforme o previsto no momento atual. A companhia informou que sua equipe de gerenciamento vai continuar trabalhando na recuperação da performance e da competitividade de seus ativos existentes.Volatilidade cambialO porta-voz da Corus, David Jackson, afirmou que não houve um fator único para a desistência da fusão da empresa com a CSN. "Foi uma combinação de fatores, que incluíram a deterioração do ambiente global para os nossos negócios, a volatilidade cambial e a aversão a riscos dos mercados financeiros", declarou. A proposta de fusão da Corus com a CSN foi anunciado em 17 de julho. Na ocasião, as duas partes informaram que a troca de informações entre as empresas, duraria até 17 de novembro.A concretização do negócio geraria a quinta maior indústria siderúrgica do mundo. A Corus vinha vendendo alguns de seus ativos para reduzir seu endividamento e se preparar para a fusão. No mês passado, a companhia anunciou que planejava vender a maioria de suas operações com alumínio para a Pechiney, por US$ 757 milhões. A empresa já vendeu participações na finlandesa AvestaPolarit Oyj e na Aluminerie Alouette, de Quebec (Canadá).?Incertezas no ambiente global?Em nota divulgada em seu site, a Corus informou que a desistência da fusão com a CSN foi motivada pelas incertezas do ambiente global para seus negócios e do mercado financeiro. Especulações sobre o abandono das negociações com a CSN já vinham movimentando os papéis da Corus no mercado londrino.Ações caem 19% apesar de mercado saudar fim de negócioApesar de os investidores considerarem o fim do negócio uma notícia positiva para a Corus, as ações da companhia caíam 19% na Bolsa de Londres, em reação ao alerta emitido pela empresa. A Corus informou que identificou, desde o início de outubro, crescentes evidências de que a demanda por produtos de aço nos mercados do Reino Unido e europeu não está no nível que o grupo projetava quando anunciou seus resultados em setembro.Uma fonte próxima à empresa informou que a companhia deve fechar o ano de 2002 com prejuízo pré-impostos de cerca de 300 milhões de libras esterlinas (US$ 476,55 milhões), considerando um prejuízo de 60 milhões de libras (US$ 95,31 milhões) a 70 milhões de libras (US$ 111,19 milhões) no segundo semestre.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 07h52

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