Cosan aproximará distribuição e usina, diz sindicato

Para Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis, aquisição da Esso no Brasil pela Cosan é 'bastante positiva'

Kelly Lima, da Agência Estado,

24 de abril de 2008 | 13h14

O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) vê como bastante positiva a chegada de um novo player ao mercado, com a aquisição da Esso pelo Grupo Cosan. Para o vice-presidente do Sindicom, Alísio Vaz, a entrada do grupo Cosan no ramo de distribuição de combustíveis trará um maior estreitamento entre o setor e os produtores de álcool. "Creio que haverá uma maior compreensão por parte dos produtores de como funciona o mercado do ponto de vista da distribuição de combustíveis", disse Vaz nesta quinta-feira, 24.   Veja também:   Cosan compra a Esso no Brasil por US$ 826 mi  Ação da Cosan despenca após compra de operação da Esso   "É um grupo que será bem vindo ao mercado e poderá garantir a sobrevivência de uma marca tradicional do setor, como é a Esso, e prezar pela concorrência", disse Vaz. Ele não quis comentar se a compra pela Cosan é mais benéfica à concorrência do que se a Petrobras tivesse ficado com os ativos da Esso.    Indagado sobre possíveis vantagens que o grupo Cosa terá na venda de álcool, por ser responsável pela sua produção, Vaz lembrou que as margens de venda são muito pequenas no álcool para que haja realmente uma vantagem acachapante. "Entendo que serão duas empresas distintas - produção e distribuição. As vantagens que deverão vir serão a partir da integração e da otimização entre as empresas do mesmo grupo", disse.   De acordo com players do setor consultados pela Agência Estado, a entrada do Grupo Cosan foi mais benéfica para manter a concorrência no setor de distribuição, do que se a Petrobras tivesse abocanhado uma nova fatia. "Não é porque a Petrobras teria ficado com um porcentual ainda abaixo dos 50% do mercado, que ela não exerceria uma predominância total do setor estando na casa dos 35% a 40%", avaliou uma fonte do setor.

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