Cosméticos e higiene pessoal têm leve recuperação de vendas

O segmento químico de produtos cosméticos e de higiene pessoal deverá fechar 2003 com crescimento de vendas da ordem de 0,5% a 1% em volume, ante o total de 1,017 milhão de toneladas em 2002. O dado foi informado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio da Silva, que preferiu não falar em incremento em valores, devido ao impacto da variação cambial, que acaba confundindo o crescimento real.O executivo afirma que produção e vendas em julho já davam sinais de recuperação no segmento. "Com isso, temos certa expectativa positiva sobre a recuperação até o final do ano, para quem sabe encerrar o ano com algum crescimento, ainda que seja inexpressivo", observou Silva. O resultado geral deste ano poderá ser um dos piores ante períodos anteriores, cuja taxa de crescimento tem sido superior a 5%.A Abihpec estima que a balança comercial de cosméticos e artigos de higiene pessoal fechará 2003 com superávit de US$ 100 milhões, ante os US$ 35 milhões positivos de 2002. As exportações este ano crescerão entre 13% e 15% em valor, em comparação com o movimento de 2002, de US$ 159,506 milhões, que foram 8,7% superiores as de 2001. E as importações deverão recuar entre 12% e 14% sobre o desempenho de 2002, da ordem de US$ 123,619 milhões, 27,5% inferiores as de 2001.EvoluçãoSegundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a indústria brasileira de cosméticos e produtos de higiene pessoal lança 400 produtos por semana, um total de 25 mil novos itens ao ano. O aumento da expectativa de vida leva as pessoas a usarem mais e mais cosméticos e cuidarem da permanência da beleza.O aumento da escala industrial para atender as novas demandas proporcionou a queda de preços. De 1995 a 2002, enquanto os preços na economia em geral caíram 28,8%, em produtos de beleza recuou 48% e em higiene pessoal, 52%. No ano passado, a indústria obteve faturamento de R$ 9,5 bilhões (preço de fábrica sem impostos), enquanto no varejo o valor foi de R$ 24 bilhões, um crescimento médio deflacionado de 5% anuais, em cada um dos cinco anos anteriores a 2002. Nos últimos cinco anos foram inauguradas no Brasil 20 indústrias estrangeiras, para atender Brasil e América Latina.

Agencia Estado,

20 de agosto de 2003 | 18h45

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