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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Costa: Anatel acertou ao determinar limites à Telefónica

A Agência Nacional de Telecomunicações aprovou com restrições a operação de compra de parte de ações da Telecom Italia pela Telefónica. A agência irá sugerir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a Telefónica faça desinvestimentos, ou seja, que venda parte de seus serviços. "Os estudos apontam que poderia haver uma concentração no setor e, portanto, acredito que a decisão da Anatel foi acertada", afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que aponta que as operadoras telefônicas estão tendo ganhos bilionários no País.A operação de compra está ocorrendo na Europa. Mas como ambas atuam no Brasil, a Anatel precisaria dar o sinal verde. Isso porque a Telefónica acabaria controlando ao mesmo tempo a TIM e a Vivo, na telefonia celular."A situação na Itália dependia do que ocorre no Brasil. A decisão da Anatel mostra que o sistema brasileiro está preocupado com o equilíbrio entre as empresas no mercado e que ninguém terá o controle maior", afirmou Costa, que rejeita a tese de que a decisão poderia ser um sinal negativo aos investidores estrangeiros no País."A Anatel mostrou que estamos abertos aos investimentos estrangeiros, mas que também quer proteger empresas e consumidores. Queremos no Brasil um mercado competitivo", disse o ministro, que está em Genebra para uma conferência diplomática.Receita bilionáriaCosta ainda aponta para os ganhos bilionários do setor no Brasil. "Nossos cálculos são de que a Telefônica, Brasil Telecom e Telemar, juntas, contam com uma renda de R$ 1,7 bilhão por mês, apenas em assinaturas. Por ano, o cálculo chega a R$ 120 bilhões, quase todo o mercado de comunicações do País", afirma o ministro. "Só a Telefônica tem mais telefone em São Paulo que em toda a Espanha", disse.

JAMIL CHADE, Agencia Estado

23 de outubro de 2007 | 16h40

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