Costa anuncia conversor ''popular''

Segundo o ministro das Comunicações, aparelho para TV digital a R$ 199 será lançado na terça-feira

Gerusa Marques, O Estadao de S.Paulo

10 de julho de 2008 | 00h00

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, confirmou para a próxima terça-feira, o lançamento, em São Paulo, do "conversor popular" para a TV digital, produzido pela empresa Proview. Segundo Costa, serão três modelos, sendo que o mais barato custará R$ 199 e fará a conversão do sinal digital para o analógico, permitindo que o consumidor continue usando o televisor atual. Mais informaçõesOs outros dois modelos serão mais sofisticados e custarão R$ 249 e R$ 299. Esse último permitirá até que o televisor funcione como um computador com acesso à internet - poderão ser acoplados teclado e mouse ao conversor. Costa deu essas informações ao participar de audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.O diretor-industrial da Proview, Jorge Cruz, havia dito na semana passada que o lançamento será em São Paulo porque a cidade concentra o maior mercado para esse tipo de equipamento. A estréia comercial da TV digital no País aconteceu ocorreu na capital paulista, em dezembro. Ele garantiu que a empresa está preparada para atender à demanda nas cidades de São Paulo, Rio e Belo Horizonte, onde as emissoras já estão operando com o sinal digital. A Proview é uma empresa de Taiwan, instalada na Zona Franca de Manaus e produz monitores de LCD para computadores, TVs e aparelhos DVDs. TV POR ASSINATURAO superintendente de Comunicação de Massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ara Minassian, informou ontem, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, que até a próxima quarta-feira o órgão regulador colocará em consulta pública uma proposta sobre que tipo de cobrança poderá ser feita dos consumidores no caso do ponto extra da TV por assinatura.No fim do mês passado, a Justiça Federal, por meio de uma liminar, permitiu a volta da cobrança do ponto extra, até que a Anatel deixe claro que tipo de taxa as operadoras podem cobrar além do ponto principal. O tema vem provocando polêmica entre emissoras, a Anatel e órgãos de defesa do consumidor.Minassian disse que a Anatel vai informar quais cobranças podem ser mensais e quais serão eventuais. Ele fez uma distinção entre o ponto extra e a extensão. O ponto extra tem um decodificador próprio e, portanto, é independente do ponto principal. Já a extensão é ligada ao ponto principal e, com ela, o consumidor assiste à mesma programação. Pela extensão, explica, não pode ser cobrada nenhuma taxa.O superintendente confirmou a intenção da Anatel de abrir, até o fim do ano, licitação para licenciamento de novas operadoras de TV por assinatura, principalmente em cidades que ainda não têm o serviço. "Só a competição pode baixar preços e permitir que o consumidor possa escolher de quem quer contratar os serviços."

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