Costa espera que Oi honre compromisso de manter empregos

Oi assegurou que não haverá demissões pelos próximos três anos; ministro quer informações sobre demissões

Gerusa Marques, da Agência Estado

12 de janeiro de 2009 | 19h39

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse nesta segunda-feira, 12, esperar que a Oi honre o compromisso assumido na compra da Brasil Telecom de não demitir funcionários pelos próximos três anos. "Tem um documento que foi assinado e espero que ele seja seguido. Se não for seguido, o governo vai querer explicações", disse Costa à Agência Estado, por telefone.  Costa, que está de férias fora do País, disse que determinará à sua equipe no Ministério que peça informações à Oi sobre eventuais demissões. Sindicatos dos trabalhadores em empresas de telecomunicações estão preocupados com a possibilidade de o acordo ser honrado apenas em parte pela empresa, prevendo demissões e recontratações por salários menores. Entre as exigências para aprovar a compra da BrT, a Anatel determinou que até 25 de abril de 2011 fosse mantido o mesmo número de postos de trabalho existentes nas duas empresas em 1º de fevereiro de 2008. A Anatel informou por meio de sua assessoria que está fiscalizando o cumprimento das 15 exigências feitas para aprovar o negócio e que, se existirem indícios de irregularidade, serão abertos procedimentos administrativos para apuração. A agência reconhece, porém, que o acordo fala em "quantitativo" dos postos de trabalho e não de pessoas. A Oi assegurou que não haverá demissões pelos próximos três anos. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, tem reiterado que poderá haver remanejamento de funcionários na direção e nas gerências da empresa, mas que isso não significa redução de pessoal. A Oi diz que a empresa está em expansão e que, por isso, haverá oportunidade de absorver pessoal nos casos em que houver sobreposição de cargos entre as duas empresas.

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