Costa quer analisar impacto de compra de GVT pelo Vivendi

Ministro das Comunicações alega que venda da operadora brasileira pode interferir no mercado de trabalho

Gerusa Marques, da Agência Estado,

09 de setembro de 2009 | 16h40

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu nesta quarta-feira, 9, uma análise detalhada da eventual compra da GVT pelo grupo francês Vivendi antes de fazer uma avaliação sobre o impacto da operação no Brasil. "A gente tem que fazer uma boa análise para saber o que significa isto, que impacto isto traz para a continuidade dos serviços da empresa no Brasil e de que maneira isto interfere no mercado de trabalho", afirmou o ministro em rápida entrevista ao chegar ao Ministério. Ontem, o conglomerado francês de telecomunicações Vivendi anunciou que quer comprar a operadora brasileira GVT Holdings, por cerca de R$ 5,4 bilhões.

 

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Segundo Hélio Costa, o expressivo crescimento da GVT nos últimos anos tem despertado interesse de investidores estrangeiros. "Eles devem ter visto o mesmo relatório que eu vi, mostrando que a empresa que mais cresceu na área de telecomunicações no último ano foi a GVT", afirmou.

 

Na opinião de Costa, como a GVT é uma empresa média, ela tem um potencial maior de crescimento que uma grande empresa. "A verdade é que a GVT cresceu em torno 40% nos últimos anos. E isto certamente despertou a curiosidade destes investidores estrangeiros", acrescentou.

 

Ao ser questionado sobre um eventual interesse da Telefônica em comprar a GVT e se não seria mais interessante a aquisição da companhia por um grupo que já está estabelecido no Brasil, Costa respondeu que não tem opinião formada sobre o assunto. "O que eu estou dizendo é que agora chegou o momento em que a gente tem que estudar esta questão para saber o que é melhor, o que nós podemos defender para o melhor interesse do consumidor. E tomar sempre todas as precauções", afirmou.

 

Uma eventual mudança de controle na GVT tem que passar pela avaliação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão vinculado ao Ministério das Comunicações. Fonte da Anatel disse à Agência Estado que, a princípio, não há impedimento regulatório para o negócio. Caso a compra seja efetivada, o pedido de anuência prévia terá de ser apresentado à Anatel tão logo o negócio seja comunicado ao mercado.

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