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Costa vê como 'natural' oferta da Telefônica pela GVT

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que é "perfeitamente natural" que a Telefônica se interesse em adquirir a GVT, principalmente pelo desempenho excepcional da operadora no ano passado. "Houve uma proposta da empresa francesa (Vivendi), mas vejo que os empresários e as empresas brasileiras estão querendo que o controle permaneça no Brasil", disse o ministro referindo-se à Telefônica, que, apesar de pertencer a um grupo espanhol, se constituiu como empresa nacional no Brasil em 1998, na privatização do Sistema Telebrás.

GERUSA MARQUES E SANDRA HAHN, Agencia Estado

07 de outubro de 2009 | 18h54

Na avaliação do ministro, a proposta de compra da GVT é uma maneira de a Telefônica reagir à compra da Brasil Telecom pela Oi, concluída no ano passado. Ele lembrou que, para aprovar a compra da Brasil Telecom, foi exigida da nova Oi que atuasse também no mercado de telefonia em São Paulo. "Da mesma forma, a Telefônica fica com a obrigação de entrar na área da Oi", afirmou.

O ministro disse que não compartilha da avaliação feita por fontes do setor de que a eventual compra da GVT pela Telefônica, e não pelo grupo francês Vivendi, diminuiria as possibilidades de competição no setor. "Sou defensor intransigente da empresa brasileira, na medida em que o capital brasileiro tem condições de poder trabalhar essa questão", afirmou.

Segundo ele, a Vivendi é uma empresa tipicamente europeia e a Telefônica já está atuando no País. A proposta da Vivendi, feita no mês passado, já foi inclusive apresentada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no dia 1º de outubro. Segundo o ministro, caso a GVT opte pela oferta da Telefônica, ela terá de abrir mão da proposta da Vivendi e retirar o pedido de anuência prévia apresentado à Anatel. Ele, no entanto, não soube dizer se há alguma cláusula indenizatória na proposta da empresa francesa.

GVT

A GVT informou, por intermédio de sua assessoria, que o conselho de administração está analisando a oferta pública voluntária da Telefônica para adquirir 100% das ações da operadora e irá se manifestar "no momento oportuno". A companhia não detalhou se seria realizada reunião dos conselheiros e acrescentou que foi informada da oferta por comunicado da Telefônica.

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