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Costura política pode ser um problema

Alerta é de Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, que considera ' muito bons' os nomes da nova equipe

Suzana Inhesta, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2016 | 11h38

SÃO PAULO - A economista-chefe da Rosenberg Associados, Thais Zara, avaliou que a nova equipe econômica do governo, anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é composta de nomes "muito bons" em competência técnica. "Eles farão frente aos desafios que vem pela frente, mas a questão toda é a costura política", ressaltou.

Thais acredita que a postura de Meirelles de não aprofundar na questão da independência do Banco Central (BC) é uma indicação de que vai priorizar outras questões, como o fiscal. "Ele não quis mexer no vespeiro, porque há outras questões mais polêmicas, como a fiscal, mas a mensagem é garantir desde já a autonomia técnica. Nesse caso, Mansueto Almeida tem toda experiência, tem se preparado bastante para essa área", disse. Hoje, Meirelles oficializou hoje a indicação de Mansueto à Secretaria de Acompanhamento Econômico.

A economista também disse acreditar que haverá aumento de tributos, já que "o buraco é muito grande para ficar só em corte de gastos". Meirelles, contudo, adotou postura cautelosa mais cedo ao comentar a necessidade de aumento da carga tributária. "Ele quer saber exatamente o que e como será feito, se há chances de aprovação no Congresso, para assim anunciar ações. Por isso, essa sensação de que os anúncios estão demorando para ser feitos. Talvez o momento político atual exige essa boa estratégia, mas também não pode demorar muito. A ansiedade do mercado é grande", disse Thais.

Para ela, Meirelles adota uma estratégia diferente das autoridades econômicas do governo anterior, demonstrando cautela em ter ciência de todos os fatos e números para só então anunciar qualquer medida.

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