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Bolsa fecha em alta apesar de pregão fraco com feriado nos EUA; dólar fica a R$ 5,31

Dia da Independência americana parou as Bolsas de Nova York e desacelerou a B3,que teve sessão pouco lucrativa e sem grande surpresas

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2020 | 09h03
Atualizado 04 de julho de 2020 | 19h51

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou a semana em alta, na máxima da sessão, nesta sexta-feira, 3, com ganho de 0,55%, aos 96.764,82 pontos. Os ganhos na sessão de hoje foram mais limitados e ocorreram sem a referência das Bolsas de Nova York, fechadas pelo feriado da Independência nos Estados Unidos. Esse cenário também impactou o dólar, que fechou com recuo de 0,53%, a R$ 5,3191, e deu fôlego ao real.

O dia foi favorável ao mercado brasileiro, apesar da preocupação no exterior, principalmente na Europa, com a segunda onda do novo coronavírus, que já dá sinais em vários Estados dos EUA. Nas últimas 24 horas, o Centro de Controle de Doenças americano (CDC, na sigla inglês) contabilizou 53.301 casos de covid-19, o segundo maior número desde o início da pandemia.

Apesar da preocupação, o dia foi sem surpresas. Na sessão, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, oscilou levemente entre mínima de 95.803,32 e a máxima atingida no fechamento, refletindo o "quase feriado" nesta sexta-feira na B3. Em terreno positivo pelo terceiro dia seguido, a Bolsa segue a caminho de ganho na casa de 3,12% nesta semana, neutralizando assim a perda de 2,83% da semana anterior.

Com o cenário econômico esvaziado (tanto aqui quanto lá fora), a B3 também teve um pregão com liquidez muito reduzida, devido a ausência dos pares em Nova York. Nesta sexta, o giro financeiro foi de apenas R$ 14,5 bilhões, o menor desde 29 de novembro de 2019. Com os resultados, a B3 acumula ganho de 1,80% neste começo de julho e cede apenas 16,33% em 2020..

Entre as maiores ganhadoras, o destaque é para IRB Re, com alta de 8,04%, seguida da Sul América, com ganho de 4,98%. Já dentre as blue chips (empresas com maior relevância na Bolsa), o dia foi moderadamente negativo. Petrobrás PN e ON cederam 0,36% e 0,62% cada, enquanto Vale ON caiu 0,41%.

Câmbio

Sem fatores de estresse internos e sem catalisadores de fora nesta sessão, o dia trouxe alguma recuperação para o real, com o dólar à vista atingindo mínima de R$ 5,30 durante a sessão. Com os resultados de hoje, a moeda acumulou queda de 2,59% na semana frente ao real, marcando a primeira baixa após três semanas seguidas de valorização.

Também em consequência do feriado da Independência nos EUA, o dólar recuou perante a outras divisas fortes, como iene, euro e libra. Alguns emergentes também conseguiram se destacar frente a moeda, como o peso mexicano, por exemplo.

Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, o dólar turismo é negociado próximo de R$ 5,50. Já o dólar para agosto fechou com queda de R$ 0,85%, cotado a R$ 5,3215.

Contexto internacional

O dia foi de indicadores nos mercados do exterior, que também sentiram a ausência das Bolsas de Nova York. Na China, uma pesquisa que os índices de gerentes de compras (PMIs) composto e de serviços chineses  lançaram em junho os maiores níveis em uma década, chegando a 55,7 e 58,4, respectivamente, em mais uma indicação de que a segunda maior economia do mundo está superando o violento impacto da covid-19.

Dados positivos também alcançaram o noticiário europeu. Por lá, o PMI composto também surpreendeu, com alta de 31,9 em maio para 48,5 em junho, enquanto o consenso do mercado apontavam para ganho a 47,5. Na Alemanha, o PMI avançou de 32,3 em maio para 47 em junho e no Reino Unido, de 29 em maio para 47,1 em junho.

Mercados internacionais 

Nas Bolsas da Ásia, o dia foi de ganhos, com otimismo pelos sinais de recuperação da economia chinesa. Os chineses Xangai Composto Shenzhen Composto subiram 2,01% e 1,28% cada, enquanto o japonês Nikkei se valorizou 0,72%. O Hang Seng avançou 0,99% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi subiu 0,80% e o Taiex registrou ganho de 0,88% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana fechou com alta de 0,42%.

Apesar dos indicadores positivos, os investidores da Europa acompanham com grande atenção o avanço do coronavírus nos EUA e também as trocas políticas no gabinete do presidente francês Emmanuel Macronque substituiu hoje o seu primeiro-ministro após este renunciar ao cargo. Em resposta, o índice Stoxx 600 encerrou em baixa de 0,78%. As Bolsas de Londres e Frankfurt caíram 1,33% e 0,64% cada, e a de Paris recuou 0,84%. Milão e Madri cederam ambas 1,27%. Já Lisboa caiu 0,54%.

Petróleo

O medo de que uma segunda onda do coronavírus em importantes consumidores de petróleo, como no caso dos Estados Unidos, afetou os preços da commodity, que também foi impactada pelo feriado americano.

O petróleo Brent para setembro, referência no mercado europeu, fechou em baixa de 0,79%, a US$ 42,80 o barril. Já no pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex),WTI para agosto, referência no mercado americano, operava em queda de 0,81%, a US$ 40,32 o barril, às 15h30./MAIARA SANTIAGO, LUÍS EDUARDO LEAL, GREGORY PRUDENCIANO E ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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