Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

Bolsa renova máxima de fechamento pela quinta sessão seguida, a mais de 130 mil pontos

Em semana de renovações recordes, o principal índice da B3 acumula ganho de 3,64% no período; já o dólar à vista fechou em baixa de 0,95%, cotado a R$ 5,0356.

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2021 | 16h27
Atualizado 04 de junho de 2021 | 17h50

A Bolsa renovou a máxima de fechamento pela quinta sessão seguida nesta sexta-feira, 4. O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,40%, a  130.125,78 pontos. Em semana de renovações recordes, o principal índice da B3 acumula ganho de 3,64% no período. 

Já o dólar à vista fechou em baixa de 0,95%, cotado a R$ 5,0356.

Acompanhando melhora em Nova York, com o S&P 500 perto então de novo recorde, o Ibovespa se firmou em alta para buscar o sétimo ganho seguido - e o quinto de renovação de recorde tanto no intradia como no fechamento, após ter se firmado a 124 mil no fechamento de 27 de maio.O índice emendou o terceiro ganho semanal consecutivo, de 3,64%, vindo de altas de 2,42% e de 0,58% nas duas semanas anteriores. Neste começo de junho, acumula em três sessões ganho de 3,10%, com avanço de 9,33% no ano.

Na ponta do Ibovespa nesta última sessão da semana, destaque para CVC (+7,41%), à frente de Braskem (+5,35%) e Iguatemi (+5,02%). No lado oposto, Gerdau Metalúrgica cedeu 3,20%, Embraer, 3,14%, e Gerdau PN (2,79%). 

O câmbio comportado e o Ibovespa em renovação de máximas consecutivas refletem perspectiva melhor para a economia doméstica, que começa a se ajustar ao que se tem visto no exterior, especialmente nos Estados Unidos e na China: retomada econômica que se acentua à medida que a imunização avança.

"Com a moeda americana tendo menos pressão sobre o real, certamente a gente vai ter impacto (benéfico) na inflação, principalmente nos IGPs, que são bastante atrelados ao câmbio - o que deve ajudar de alguma forma a cadeia de insumos, de bens importados, que vinham pressionando bastante. Contudo, a gente precisa ter uma trajetória de queda do câmbio mais sólida, mais persistente, para que efetivamente tenha resultado consistente na inflação", diz Simone Pasianotto economista-chefe da Reag Investimentos.

Em Nova York, a sessão foi positiva, especialmente para o setor de tecnologia (Nasdaq +1,47%), com os mercados do Hemisfério Norte reagindo bem à leitura abaixo do esperado sobre a geração de empregos nos EUA em maio, que contribui para aliviar parte dos receios quanto ao avanço da inflação e a eventual redução de estímulos monetários pelo Federal Reserve.

O mercado de trabalho dos Estados Unidos gerou 559 mil empregos em maio, abaixo da mediana de 700 mil vagas do Projeções Broadcast. A taxa de desemprego americana caiu, de 6,1% em abril para 5,8% em maio. A projeção era de queda da taxa a 5,9% no último mês.

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